A vergonha dos medicamentos vencidos em São Carlos

Medicamentos vencidos

A denúncia do vereador Leandro Guerreiro é importante no que diz respeito ao descarte de remédios vencidos por parte da Prefeitura Municipal e fez eco nesta terça, 26, na sessão da Câmara. O vereador esteve no local e cumpriu com destaque seu papel em mostrar a questão, pois num ambiente onde a saúde precisa de melhorias (isso sem falar na falta de médicos e melhor estrutura de atendimento) e atenção é inconcebível que esse tipo de coisa aconteça.

É evidente que remédios não são doces, balas ou outras guloseimas que precisam ser distribuídas para as pessoas que podem consumi-las, certo? Remédios precisam chegar a quem precisa, para quem está doente, a quem faz uso contínuo de determinado princípio ativo para manter sua qualidade de vida, no mínimo, de maneira aceitável.

A Prefeitura culpa a logística de distribuição do Estado pela perda dos medicamentos, o Estado se exime dizendo que é o governo municipal que precisa ter logística para usar e distribuir os medicamentos para a sociedade. Nesse caso, ouso dizer, que as duas partes tem culpa e que o vereador Leandro fez muito bem em denunciar a situação, colocar isso às claras, para que a sociedade possa debater a questão.

Precisamos pensar em atender à comunidade de maneira que desperdicemos em ínfimas quantidades qualquer tipo de insumo, pois em época de crise financeira, com o desemprego em alta, a produção em baixa e os governos com extrema dificuldade em se legitimar como poder constituído urge que os políticos pensem no povo.

Disse o secretário de Saúde, Marcos Palermo: “Nós recebemos da Secretaria de Estado quatro etapas de entrega, ao longo do ano, e quando há atraso de uma ou duas etapas, a prefeitura compra porque não pode deixar o cidadão sem o medicamente e, quando eles mandam, mandam tudo de uma vez e com data próxima do vencimento”.

Já o Estado diz que todos os medicamentos são enviados dentro do prazo de validade e que à prefeitura necessita organizar a sua própria demanda, solicitar a quantidade necessária e controlar os seus estoques.

O que fica disso tudo? Fica aqui a pergunta: O que é mais fácil os políticos se entenderem e beneficiarem o povo ou então deixar que os medicamentos apodreçam e simplesmente sejam incinerados? Seria muito bom que Prefeitura e Estado caminhassem juntos para que o desperdício fosse evitado, afinal aquilo é dinheiro público sendo queimado, não posso crer que o governo estadual não seja capaz de equacionar esta questão junto das Prefeituras.

Com a palavras os envolvidos. Neste caso, o vereador Leandro deu uma tremenda bola dentro.

Renato Chimirri

 

Fotos: Assessoria do Vereador Leandro Guerreiro