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O fim do sexo frágil
Segunda-Feira, 01 de março de 2010 

“Mulher, eu quase não consigo expressar. Minhas emoções confusas na minha negligência. Afinal de contas, estou eternamente em dívida com você”

(Woman – John Lennon)

 

 Marquinho Amaral

 

“Na escola em que foi ensinada jamais tirei um dez. Sou forte, mas não chego aos seus pés”. A poesia de Erasmo Carlos traduzida na música “Mulher” mostra a força feminina e a importância de sua presença no mundo desde os primórdios.

 

O dia 8 de Março é, desde 1975, comemorado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher.  Neste dia, no ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução do horário de trabalho superior a 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias, que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.

 

Em 1903, profissionais liberais norte-americanas criaram a Womens Trade Union League. Esta associação tinha como principal objetivo ajudar todas as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho.

 

Em 1908, mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque: reivindicaram o mesmo que as operárias no ano de 1857, bem como o direito de voto. Caminhavam com o slogan "Pão e Rosas", em que o pão simbolizava a estabilidade econômica e as rosas uma melhor qualidade de vida. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional

 

Hoje, a mulher está presente em todas as atividades humanas e anda fica a dever ao homem, apesar de machismo, tal como erva daninha, teimar em existir.

 

Já ficou num passado distante, o tempo em que mulher trabalhando como motorista, estivadora ou mestre de construção civil causava algum choque na sociedade. Até em esportes antes tipicamente masculinos, elas estão conseguindo romper o preconceito e garantir um lugar de destaque. Basta observar o exemplo da jogadora de futebol Marta, que já foi eleita três vezes a melhor do mundo e da capitão Valéria em São Carlos, que é a comandante do respeitado 38º Batalhão da Polícia Militar. Mas engana-se quem acredita que esse espaço foi alcançado rápida e facilmente.

 

Foram anos de luta até a conquista de um lugar no mercado de trabalho. É bem verdade que a história já registrava a participação feminina em vários setores da economia, mas foi a partir da Segunda Guerra Mundial que elas se firmaram como uma importante força de trabalho. Afinal, com a Europa praticamente rendida às forças alemãs e com grande parte do contingente masculino lutando fora de seus países, coube às mulheres tomar o lugar dos homens nas fábricas e estaleiros. Como a indústria bélica não podia parar, em muitos países foram elas que construíram peças para tanques, armas e aviões.

 

Agora que conheciam sua importância, nem mesmo o fim da guerra seria capaz de colocar as mulheres novamente em segundo plano. E essa expectativa se confirmou. Tanto que o último levantamento da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego, referente ao ano de 2007, mostrou que a participação feminina no mercado de trabalho formal brasileiro cresceu 7,5%, enquanto a masculina foi de 6,6%.

 

Dentro desse crescimento o destaque foi para profissões que exigem nível superior completo. Em termos absolutos, as mulheres ocuparam 394,3 mil postos (+12,88%) com formação universitária, valor 130% superior às 171,6 mil vagas (+7,78%) preenchidas pelos homens. Como diz Jonh Lennon, a sutileza da força feminina impõe uma dívida que jamais pagaremos!

 

 

Trade Union League. Esta associação tinha como principal objetivo ajudar todas as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho.

 

Em 1908, mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque: reivindicaram o mesmo que as operárias no ano de 1857, bem como o direito de voto. Caminhavam com o slogan “ão e Rosas” em que o pão simbolizava a estabilidade econômica e as rosas uma melhor qualidade de vida. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional

 

Hoje, a mulher está presente em todas as atividades humanas e anda fica a dever ao homem, apesar de machismo, tal como erva daninha, teimar em existir.

 

Já ficou num passado distante, o tempo em que mulher trabalhando como motorista, estivadora ou mestre de construção civil causava algum choque na sociedade. Até em esportes antes tipicamente masculinos, elas estão conseguindo romper o preconceito e garantir um lugar de destaque. Basta observar o exemplo da jogadora de futebol Marta, que já foi eleita três vezes a melhor do mundo e da capitão Valéria em São Carlos, que é a comandante do respeitado 38º Batalhão da Polícia Militar. Mas engana-se quem acredita que esse espaço foi alcançado rápida e facilmente.

 

Foram anos de luta até a conquista de um lugar no mercado de trabalho. É bem verdade que a história já registrava a participação feminina em vários setores da economia, mas foi a partir da Segunda Guerra Mundial que elas se firmaram como uma importante força de trabalho. Afinal, com a Europa praticamente rendida às forças alemãs e com grande parte do contingente masculino lutando fora de seus países, coube às mulheres tomar o lugar dos homens nas fábricas e estaleiros. Como a indústria bélica não podia parar, em muitos países foram elas que construíram peças para tanques, armas e aviões.

 

Agora que conheciam sua importância, nem mesmo o fim da guerra seria capaz de colocar as mulheres novamente em segundo plano. E essa expectativa se confirmou. Tanto que o último levantamento da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego, referente ao ano de 2007, mostrou que a participação feminina no mercado de trabalho formal brasileiro cresceu 7,5%, enquanto a masculina foi de 6,6%.

 

Dentro desse crescimento o destaque foi para profissões que exigem nível superior completo. Em termos absolutos, as mulheres ocuparam 394,3 mil postos (+12,88%) com formação universitária, valor 130% superior às 171,6 mil vagas (+7,78%) preenchidas pelos homens. Como diz Jonh Lennon, a sutileza da força feminina impõe uma dívida que jamais pagaremos!

 

 

 


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