A economia de São Carlos pode ganhar uma injeção de mais R$ 5 milhões com a chegada dos estudantes universitários. Quem explica o fenômeno é o consultor Antonio Clarin que pede maior atenção aos universitários com uma idéia inovadora
[lm]. “O estudante não movimenta somente o mercado imobiliário alugando casas e apartamentos, mas gasta no supermercado, consume energia, água, vai à padaria, compra nas lojas do comércio local, é um investimento bem vindo para os empresários da cidade, dessa forma precisam de melhor atenção”, disse.
De acordo com Clarin, a ampliação de ofertas de vagas nas universidades de São Carlos tanto na graduação quanto na pósgraduação é fundamental para o desenvolvimento da cidade. “São Carlos não teria essa relação forte de desenvolvimento sem os estudantes, por isso é importante que lhes seja atribuído o real valor que eles têm”, pondera.
Para Clarin, o município perdeu muito tempo ao demorar para oficializar festas como o Corso no seu calendário oficial de eventos. “Para dizer a verdade, isso era uma grande idiotice, a cidade perdeu por anos a oportunidade de fazer dinheiro com uma festa gigantesca como essa, é preciso ter regras? Evidente que sim, mas a cidade pode ganhar muito dinheiro com Corso”, destacou.
De acordo com o economista, São Carlos poderia construir um parque universitário como aconteceu com a Cidade Rock na primeira edição do “Rock in Rio” em 1985. “Pensar numa estrutura como essa, com a tecnologia que se tem hoje é algo para o futuro, por que se pensar somente na Cidade da Energia e não na Cidade dos Universitários?”, pergunta. “Com isso teríamos o fim dos problemas do Corso e das festas, falta visão aos políticos locais que muitas vezes nem sabem o que falam”, ressalta.
Clarin disse que mesmo sendo usada, teoricamente, uma vez por ano para a Tusca, a Cidade Universitária, poderia ser um marco no quesito lazer para os estudantes universitários. “Seria inovador, um local só deles, algo muito bem pensado e nenhuma cidade no Brasil tem profissionais tão competentes nestas áreas como São Carlos, basta ter vontade política para isso”, ressaltou.