A Promotoria do Patrimônio Público e Social obteve a condenação da ex-vereadora de São Paulo Myriam Athie por improbidade administrativa.
Athie, seu ex-chefe de gabinete, Milton Sérgio Júnior, e o advogado Jorge Kengo Fukuda foram condenados à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por oito anos, proibição de contratar ou receber benefícios ou incentivos fiscais do Poder Público pelo prazo de cinco anos, e a ressarcir aos cofres públicos o valor de R$ 40 mil, além de multa individual de R$ 40 mil. A sentença foi dada no último dia 28 de janeiro.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, a vereadora recebeu ilicitamente o valor de R$ 40 mil para facilitar a suspensão de intervenção decretada pela Prefeitura na empresa de ônibus Viação Cidade Tiradentes.
Após a suspensão da intervenção na empresa de ônibus, o proprietário da empresa, Samy Gelman Jaroviski, conseguiu vencer nova licitação no setor de transporte urbano, oferecendo à Prefeitura de São Paulo como garantia de dívida um terreno com documentação irregular que foi superavaliado em R$ 37,5 milhões.
Na mesma ação também foram condenados Gerson Luís Bittencourt e Roberta Arantes Lanhoso, respectivamente presidente e advogada da São Paulo Transportes à época. Ambos foram condenados à perda das funções públicas, suspensão dos direitos políticos por três anos, pagamento de multa no valor equivalente a 10 vezes o valor da remuneração recebida na época, e proibição de contratar ou receber benefícios ou incentivos fiscais do Poder Público por três anos.
A Transportes Urbanos Cidade Tiradentes, empresa que sucedeu a Viação Cidade Tiradentes, foi condenada à proibição de contratar ou receber benefícios fiscais do Poder Público por cinco anos.