40 Anos do Baile do Jeans: Uma história de Amor da ABASC com São Carlos

Baile lotado: era assim em todas as edições

Por Cirilo Braga

É incrível pensar que se passaram 40 anos desde a realização do primeiro Baile do Jeans da ABASC em 1979.

Nenhuma “série são-carlense” teve tantas e tão empolgantes temporadas. Naquele ano a USTop patrocinou excepcionalmente em São Carlos um show-discoteque só apresentado nas capitais brasileiras. Mas no ano seguinte realizou outro.

Em 1981 o Baile já reunia mais de 3.500 pessoas. Na ocasião a SP Alpargatas distribuiu 100 sapatos, 150 calças, 50 camisas, 500 camisetas, além de centenas de bolsas e chaveiros.

Em 1992 o número de participantes chegava a sete mil pessoas. A banda Doce Veneno compareceu a 24 edições do Baile do Jeans, cuja última edição aconteceu em 2002. Os dados todos me foram fornecidos por Bertinho Medeiros, diretor da antiga ABASC. Além da Doce Veneno as bandas mais frequentes ao baile foram Placa Luminosa, Jair Supercap Show, Mac Rybell, Grupo Nos e Quinta Avenida.

A USTop no início dos anos 1980 decidiu ampliar sua relação com os são-carlenses. Reconhecendo a fidelidade do público local à marca, a empresa instalou na cidade a fábrica da Alpargatas, nas dependências da antiga malharia Azouri, gerando pelo menos 200 empregos imediatos. Os anos seguintes só fizeram consagrar o “Baile do Jeans”, anunciado na rua Jesuíno de Arruda pela instalação de uma enorme calça jeans inflável na porta do clube. Havia outros detalhes que chamavam a atenção, como o luminoso da marca percorrendo as laterais do salão superlotado ainda no clima da era disco e o kit: luz negra/globo espelhado/fumaça de gelo seco. Dali por diante, as novidades vinham em ondas como o balão inflável promocional que saiu da Praça Coronel Salles e percorreu a cidade. O canhão de raio laser que projetou chamadas do evento a partir da sacada da ABASC e do alto do Hotel Vila Rica (atual paço municipal).

Fotos: Bertinho Medeiros