A dor de uma família em meio à pandemia de COVID-19 em Ibaté

A minha amiga Rhozana Diniz, mãe do pequeno Enzo, aquele menino que hoje mora no céu e que por inúmeras vezes reportei por aqui sua luta contra uma doença incurável acabou de perder seu sogro.

A família, como não poderia ser diferente, está enfrentando um momento complicado justamente pela partida de uma pessoa tão querida e também pelo fato de como todo o processo foi administrado na cidade de Ibaté.

Pelo que entendi, ao longo dos meus quase 24 anos de experiência na área, as autoridades alegam que a morte teria sido por COVID-19, mas a família diz que isso pode não ter acontecido, mas que seguindo os protocolos da pandemia que já matou quase 80 mil brasileiros, o senhor Daniel foi sepultado rapidamente, sem direito a uma despedida e que isso devasta sua esposa, afinal são mais de 60 anos de casamento.

Na história relatada por Rhozana há muitas idas e vindas e resultados de exames, inclusive alguns inconclusivos, por isso tomo a liberdade de pedir uma postura sobre o caso da Prefeitura de Ibaté que por sinal parou de se comunicar com os demais órgãos de imprensa com a intensidade que fazia no passado. O que houve com a Prefeitura?

É preciso esclarecer de uma vez por todas qual foi a causa da morte do senhor Daniel para que não pairem dúvidas sobre este luto tão dolorido neste momento delicadíssimo da história brasileira.

A morte já representa uma mudança substancial na vida das pessoas que ficam neste mundo, contudo a informação e a dúvida são coisas que se tornam quase impossíveis de se conviver nestes tempos.

Todos as partes merecem respeito, a família, a Prefeitura e a sociedade, entretanto, queremos respostas para que esse luto por ser vivenciado da melhor forma possível, se é que existe algum jeito de superar uma perda sem que a mesma doa tanto.

Renato Chimirri