A nefrologia da Santa Casa e o atendimento ao cidadão

Conheci pessoas que passaram pelo procedimento de hemodiálise na Santa Casa e em outros hospitais e posso aqui dar o testemunho de que vi, por exemplo, no caso do meu saudoso amigo Samuel Amaral, quando o mesmo teve que ser submetido a sessões de hemodiálise na rede municipal e a cada atendimento pude enxergar como o paciente fica depois do procedimento e acho que a palavra que melhor define a imagem de quem passa por isso é “acabado”.

Fazer hemodiálise é um procedimento necessário para quem sofre com graves problemas renais, contudo é algo dolorido demais para a família e sobretudo para o paciente. Por isso, é fundamental que o serviço prestado nos hospitais seja de alto nível, limpo, preciso e com atendimento humano. É pedir demais exigir tudo isso? Penso que não, porque como no caso de São Carlos o serviço é oferecido pela Santa Casa e a Prefeitura contrata o mesmo para poder atender os pacientes do Sistema Único de Saúde, por isso como fiscal o poder público deve exigir qualidade.

Há uma contenda jurídica nesse caso para que a nova equipe possa assumir o serviço e as decisões judiciais estão pipocando a todo momento deixando os pacientes que necessitam do atendimento com preocupações pertinentes, afinal são eles que irão se submeter a um procedimento que não pode ter um milímetro sequer de erro.

Ouvimos da Santa Casa através das emissoras de rádio que tudo será feito conforme manda a lei e a documentação exigida, a Prefeitura afirma que acompanha a situação bem de perto, pois no caso sua função é fiscalizar e ainda temos vereadores da Câmara Municipal, como Marquinho Amaral, que afirmam olhar para a transição entre equipes com a atenção necessária.

Aproveito o momento para pedir à essas autoridades que olhem para a situação e pensem no paciente. Que as mudanças entre equipes (se realmente forem inevitáveis) aconteçam com a brevidade, serenidade e competência técnica necessária, pessoas que conheço e que usam o serviço estão muito preocupadas com o que pode acontecer no futuro, afinal toda a grande mudança gera uma enorme expectativa.

Vi a dor de muita gente que perdeu entes queridos por doenças renais crônicas e posso garantir que esse tipo de partida é uma das mais terríveis pelas quais um ser humano pode se submeter, a destruição mental para quem fica ao ver uma pessoa querida ser derrotada por esse enfermidade é brutal.

Sei que todos os profissionais envolvidos nessa questão conhecem bem melhor que eu o martírio das doenças renais crônicas, sendo assim, faço desse artigo uma forma de apelo a todos: “Pensem no paciente!”

São eles, os que estão na ponta da cadeia, que sentam naquelas cadeiras onde estão as máquinas que precisam de carinho, atenção e de um serviço de qualidade.

Com o respeito que tenho por todos que atuam na área, rogo-lhes que façam o melhor para todos os que buscam esse atendimento, certamente a sociedade lhes agradecerá eternamente!

Renato Chimirri