A pergunta que não quer calar: Cadê as mulheres?

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Capital da Tecnologia não conhece as mulheres-destaque nas ciências

 

O relatório da Unesco – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, publicado em 2018, sobre “Mulheres na Ciência”, aponta que no Brasil entre 45,1% e 55% dos pesquisadores são mulheres contratadas e que entre as publicações científicas brasileiras as mulheres estão em 49% como “primeira autoria”, isso entre 2011 e 2015.

Mas onde elas estão? Quem são elas?

Em São Carlos, Capital da Tecnologia, nenhuma sala, departamento, instituição, estátua ou busto foi nomeado ou erguido em homenagem à uma cientista ou pesquisadora.

O Projeto Mulheres na Ciência, desenvolvido pelo Instituto Angelim, está identificando quem são as pesquisadoras e cientistas que desbravam caminhos, solucionam problemas sociais e tecnológicos em nossa cidade.

Assim, a história da ciência em São Carlos poderá ser contada por inteiro, com o reconhecimento a seus personagens marcantes, independente de gênero e criar uma memória que estimule as jovens a serem as novas gerações de pesquisadoras. Como uma menina, uma adolescente se sentirá estimulada a integrar os quadros dos centros de pesquisa de São Carlos se não vê as mulheres como destaque científico no cotidiano?

O Mulheres na Ciência inicialmente está sendo realizado com 6 pesquisadoras em atividade, com prêmios internacionais, livros publicados em outros idiomas e enquadradas nas exigências do Qualis CAPES* e CNPQ. Mas o projeto tem planejamento de continuar identificado as outras personagens dessa história que levou São Carlos a ser reconhecida internacionalmente.

Estão sendo produzidos um documentário e um livro, produtos gratuitos que serão disponibilizados na internet e que serão apresentados nas escolas públicas da cidade, em atividades especialmente pensadas para as faixas etárias já dispostas a esse tipo de debate.

Equipe

Mirlene Simões Wexell Severo é a técnica-artístico e coordenadora Geral – Mestrado (2006) e Doutorado (2012) pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP de Araraquara. Coordenou a pesquisa Políticas Públicas para as Mulheres: a Experiência do Brasil na Promoção da Equidade no Universo do Trabalho (2012-2015). Integra o Banco Nacional de Avaliadores do SINAES/INEP e compõe o banco de Avaliadores da Avaliação Especial da Educação Superior (2019) e é atualmente professora universitária.

Fabíola Notari é a diretora de arte – artista visual e pesquisadora. Doutora em Literatura e Cultura Russa pelo Departamento de Letras Orientais (DLO/FFLCH/USP) e Mestre em Poéticas Visuais pela Faculdade Santa Marcelina (FASM/ASM) e bacharel em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, onde leciona desde 2012.

Priscila Belloti é responsável pela direção de Produção Audiovisual – Formada em Fotografia pelo Centro Universitário Belas Artes (2018) atua na área de produção audiovisual, criação artística e desenvolve projetos culturais e artísticas. Participação regular em cursos e atividades relacionadas à fotografia, técnicas fotográficas e gráficas, cinema e urbanismo. Em 2020 atua como capista, diagramadora e participação com ilustração para o livro MINHA VIDA EM BRANCO de Cristina Pescuma para a Editora Mocho.

Mariana Ribeiro Cruz Saran Azevedo é a coordenadora operacional e de logísticaGraduada em Turismo pela UNICEP (2004 – 2008), possui Especialização em Gestão Mercadológica em Turismo e Hotelaria, pela Universidade de São Paulo (2009). Foi Gerente Executiva da Convention And Visitor Bureau Terras Altas (2005 a 2011). Desde 2011 é proprietária da empresa Saran Eventos.

Patrocínio

Os produtos e as atividades geradas na conclusão do projeto serão disponibilizados gratuitamente e para tanto, é necessário conquistar patrocínio. O Mulheres na Ciência tem dedução fiscal do ICMS através do Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo – PROAC n. 30.121

Instituto Angelim

O Instituto Angelim, localizado em São Carlos-SP, tem suas diretrizes em comum com os objetivos do Desenvolvimento Sustentável ONU (agenda 2030). Seu propósito é promover de forma equilibrada o desenvolvimento econômico e social bem como reduzir a desigualdade em todas suas formas e valoriza a diversidade cultural e educação para a cidadania