A sociedade merece um esclarecimento do vídeo sobre a abordagem da Guarda Municipal de São Carlos

Vídeo gera polêmica

A polêmica do domingo, 6, é o vídeo que circula pelas redes sociais onde Guardas Municipais promovem uma abordagem a um rapaz. No vídeo, classificado pelo secretário municipal de Segurança, Samir Gardini, como um recorte, a ação é violenta com palavrões e tapas no rosto do abordado. Uma situação medonha que merece a devida apuração prometida pelo secretário. Samir também diz que nada justifica a agressão.

O próprio secretário falou em áudio que temos arquivado que encaminhou  o caso para a corregedoria da Guarda Municipal que está analisando a situação e que “ninguém escolhe uma pessoa numa cidade de 250 mil habitantes para ser abordada e que algum motivo tem”.

Um parêntese é fundamental aqui: caberá a Guarda Municipal apontar quais são os motivos para a abordagem, porque esse tipo de ato violento (mesmo que o abordado estivesse errado) poderia acontecer comigo (que não fiz nada), com um amigo ou familiar meu ou outra pessoa inocente e certamente se ocorresse o caso não ficaria assim, pois iria até o final para que a instituição provasse o motivo pelo qual eu teria apanhado. Isso é ponto e fim. Apanhar não pode ser moda em nenhum lugar.

Prosseguindo seu áudio, Samir fala que lhe chegou indícios, portanto como ele mesmo admite nada acusatório, sobre um suposto disparo de arma no Cidade Aracy, que essas pessoas quase atropelaram uma pessoa na faixa de pedestres, que elas também teriam fechado a viatura da Guarda Municipal, além de terem ofendido os GMs em seu trabalho. “Não estou acusando as pessoas disso, que fique claro, tudo será motivo de apuração, é muito fácil fazer o julgamento e a análise do recorte de um vídeo, mas nada justifica a agressão, isso é um ponto e iremos apurar!”, prometeu.

A promessa do secretário tem que ser cumprida, a missão da Guarda Municipal não é dar tapas na cabeça das pessoas, mesmo que elas estejam erradas, aliás não é prerrogativa de nenhuma força de segurança promover este tipo de atitude. É claro que o trabalho da GM na cidade tem pontos muito positivos com ações que orgulham os são-carlenses, entretanto não se pode deixar passar que esse caso carece de apuração séria e que a sociedade merece saber o que houve, para que a situação não se repita.

Não é fácil, sabemos disso, trabalhar na delicadíssima área de segurança pública, em qualquer lugar do Brasil neste momento, mas os agentes que estão na linha de frente precisam entender que qualquer pessoa atualmente tem um aparelho telefônico em suas mãos que pode registrar determinados momentos e depois eles podem se tornar virais na sociedade da informação em que estamos inseridos. Sendo assim, urge que esse caso seja apurado e todos os são-carlense saibam seu desfecho. O cidadão tem que sair de casa sabendo que está protegido.