
Infelizmente temos noticiado o contágio de crianças com a COVID-19 em escolas públicas de São Carlos, hoje tivemos mais um caso na EMEB Dalila Galli. A primeira coisa que é preciso levar em consideração é que essas crianças ainda não foram vacinadas, em sua maioria, e, sem dúvida, ficam vulneráveis aos vírus que tanto desalento trouxe ao Brasil e ao Mundo nos últimos meses. Afinal, somente a faixa etária dos 12 aos 17 anos entrou na prioridade para a imunização.
Convenhamos que não é fácil manter crianças cheias de energia, com vontade de brincar e também de se confraternizar distantes umas das outras, bem como é complicado que elas usem máscaras por todo o tempo. Nessa idade, os pequenos querem brincar, conversar, rir, pular, cantar, ou seja, fazer coisas que são próprias deste tempo. Por isso, em minha modesta opinião, as aulas presenciais deveriam retornar somente no ano que vem.
Entretanto, conversando com uma pessoa da Prefeitura que está acompanhando a linha de frente do COVID-19, ela explicou que o número de 8 mil jovens acima de 18 anos que não retornaram para tomar a vacina em sua segunda dose pode ser um ponto de contágio para as crianças que depois vão à escola e podem passar a doença para outros amiguinhos.
Como disse a fonte, esses jovens com o ciclo vacinal incompleto transmitem mais o vírus, vão a eventos, baladas e outras atividades, saem mais, circulam mais e com isso também fazem o vírus “andar”. Não há a comprovação científica que isto esteja ocorrendo, porém na experiência dessa pessoa os “incompletos da vacina” são mão ativa em ajudar que nunca foi vacinado a se infectar. Daí, a importância de se adotar o passaporte da vacina em São Carlos.
Diante do quadro, o que podemos preconizar e pedir: que essas pessoas que estão sem o ciclo vacinal completo procurem as unidades de saúde que estão disponibilizando os imunizantes para que seja aplicada a segunda dose. Com isso, a transmissão em São Carlos baixará ainda mais e as crianças- que ainda não podem ser vacinadas, mas que serão em breve- ficarão mais protegidas.
Completar o ciclo de vacinação é um ator de amor, de proteção, é cuidar do seu irmão, do seu pai, da sua mãe, do seu avô, do tio e da tia. De que adianta voltar para a “vida normal” sabendo que uma doença terrível e que pode ser fatal está circulando por aí em pessoas com o ciclo vacinal incompleto.
É preciso refletir, é hora das pessoas terem consciência e ajudar os pequenos que ainda não podem tomar vacina.
Renato Chimirri









