Adotar um animal de estimação é preencher seu coração de amor

Zé tem um ano de vida

Quando o primeiro Zé se foi eu fiquei muito deprimido. 16 anos com o mesmo amigão do lado, todos os dias, as brincadeiras, o carinho, companheirismo, o passeio. Foi um tempo duro e triste até eu aceitar que ele não estava neste caminho, mas sim do outro lado, comigo ainda, mas do outro lado da vida. Pensei, o que é natural, que não queria mais nenhum cachorro, porque o medo da partida me assustava demais.

Eu não notei que a minha filha tinha perdido um pedaço dela com a passagem do primeiro Zé, por isso, aos poucos vieram pedidos para eu criar coragem e ir na Arca de São Francisco e adotar um novo companheiro. Ir até a Arca para mim era de cortar o coração, pois lembrava do meu primeiro Zé e da frase do moço que estava lá quando o adotei: “Ele é muito amigo!” E ele era mesmo, o melhor.

Mas o destino é curioso, eu cheguei na Arca e a Laíde Simões estava lá. Disse que queria um cachorrinho e ela apontou um cercadinho onde estavam cães iguais. Fui na cerca e quando pensei em pegar um, ele veio, passou por todos, brigou, deixou todos no chinelo e arranhou minha mão. Não tive dúvidas, era ele mesmo! A moça o pegou e o fez repousar no meu colo.

No carro, veio quietinho, sem dar um pio. Chegou em casa da mesma forma, encostava em tudo, tinha medo (e tem até hoje!). Mas com a confiança chegando, ele começou sua vida aqui: carinhoso, amigo, bagunceiro, um verdadeiro capetinha, mas sobretudo um grande companheiro.

Um cachorro boa praça que gosta de todo mundo na rua e que tem muitos fãs, ao contrário de mim que estou sempre de cara amarrada (é coisa natural, não é culpa minha). Quando ele chegou, era um 6 de maio como hoje, mas em 2021, já faz um ano que ele está aqui nesta casa e é a alegria de tudo.

Sou muito feliz de estar junto dele, não há uma casa alegre sem a presença de um cachorro. Não há!

O Zé II ou o Zézinho é a continuação daquele amor do primeiro Zé, porque amor de verdade não morre nunca, o amor, como disse São Paulo na carta aos Coríntios, “o amor jamais acaba!”

Obrigado, Zé!

Renato Chimirri