ADUFSCar defende negociação de alunos com reitoria no caso do aumento do preço do Restaurante Universitário

Alunos deixaram prédio

A ADUFSCar (Sindicato dos Docentes em Instituições Federais de Ensino Superior dos Municípios de São Carlos, Araras e Sorocaba) se manifestou contra a questão do aumento dos preços no Restaurante Universitário da UFSCar.

Na última sexta, 11, os alunos desocuparam pacificamente o prédio da reitoria da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar),  porém saíram gritando palavras de ordem e também colocaram seus colchões na frente do prédio.

Eles protestam contra a majoração de 122% no valor do tíquete do Restaurante Universitário que recentemente foi aprovada pela direção da instituição. Os novos preços passaram a vigorar para alunos que não estão nos programas de assistência desde segunda, dia 7 e subiram de R$ 1,80 para R$ 4. Pelo menos de 50 a 100 estudantes estavam no local e na manhã desta quinta, 10, eles discutiram o caso com a reitora da instituição Wanda Hoffman que chegou para trabalhar e encontrou a reitoria ocupada.

Isso gerou uma manifestação da ADUFSCar. Confira o texto:

Manifesto à Comunidade Universitária.

A ADUFSCar tem uma longa trajetória de lutas. Desde 1978, quando foi fundada, nossa entidade se engajou na resistência à ditadura militar (1964-1985). Participamos organicamente dos movimentos em defesa do Estado Democrático de Direito e da Universidade pública, que ajudamos a construir. Amparados nessa tradição, nos dirigimos hoje à comunidade universitária para nos posicionarmos frente ao momento crítico que estamos vivendo. Assim sendo, temos a considerar o que se segue:

1. Reafirmamos a nossa defesa ampla, geral e irrestrita da Universidadepública, gratuita, laica, de qualidade, inclusiva e socialmente referenciada.

2. Exigimos o cancelamento de todas as medidas que, impostas pelo ilegítimo governo Temer, penalizam duramente as áreas sociais e ameaçam destruir a própria soberania nacional. Neste sentido, é fundamental a imediata revogação da Emenda Constitucional n.º 95, que congela por vinte anos os investimentos sociais, enquanto preserva o pagamento de juros abusivos da dívida pública ao grande capital.

3. Rejeitamos veementemente a judicialização dos movimentos sociais, que só dá força ao estado de exceção que vem sendo imposto ao Brasil pela mídia hegemônica e por setores do poder judiciário. Ao mesmo tempo, não podemos aceitar de nenhuma forma que a ação política ultrapasse os limites da convivência civilizada. Ambas as atitudes só nos enfraquecem quando, hoje, apenas a unidade é nossa opção.

4. Defendemos que para avançar na nossa luta só temos a via da negociação dos conflitos que se apresentem – como os referentes aos preços cobrados pelo Restaurante Universitário.

5. Entendemos, finalmente, que a unidade de ação, respeitada a pluralidade de concepções, é o único caminho possível para derrotarmos o desmonte das Universidades e Institutos Federais.

São Carlos, 15 de maio de 2018.

A Diretoria da ADUFSCar