Airton Garcia fala das obras que seu governo realiza na cidade e projeta novas conquistas para São Carlos

Airton é prefeito de São Carlos

Do Jornal Primeira Página

O prefeito Airton Garcia (PSB) concedeu uma entrevista ao Primeira Página. Ele falou das principais ações realizadas em São Carlos desde quando assumiu a Prefeitura. Ele também nos relatou que foi preciso gastar muita sola de sapato em Brasília para recuperar convênios importantes que eram considerados perdidos. “Não interessa quem começou, se A ou B, o importante é finalizar e entregar para que a população possa ser beneficiada. Já finalizamos algumas obras como a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cidade Aracy, o recapeamento do Jardim De Cresci, a Unidade de Saúde da Família (USF) do Santa Angelina, obra parada desde 2011, o CEMEI Nilson Aparecido Gonçalves no Jardim Embaré, o prédio do Centro Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD III). Agora estamos trabalhando para finalizar a Unidade de Saúde da Família do Cidade Aracy, outra obra parada desde 2011”, comentou o prefeito de São Carlos. Veja os principais trechos da entrevista concedida na última quinta-feira, 6 de setembro.

 

Jornal Primeira Página (PP): O senhor diz que pegou uma Prefeitura endividada e sem condições nenhuma de investimentos. A situação já está em ordem?

Airton Garcia (AG): A situação está em ordem. Hoje a Prefeitura de São Carlos está com as contas em dia, pagamos mais de R$ 100 mil de restos a pagar, não devemos para fornecedores e nunca atrasamos o salário dos servidores públicos. Esse ano, voltamos a pagar a primeira parcela do décimo terceiro no meio do ano, situação que já não vinha mais ocorrendo desde 2015. Mas o mais importante foi limpar o nome da Prefeitura. Com o nome “sujo”, a Prefeitura não podia receber transferências voluntárias de recursos da União, como emendas parlamentares, além de não fazer financiamentos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) ou Caixa Econômica Federal para fazer investimentos. Por isso, essa foi a minha prioridade.

PP: Já é possível investir ou somente pagar o custeio da máquina?

AG: O custeio da máquina é alto. Uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), por exemplo, custa em média R$ 1 milhão por mês, o Governo Federal nos repassa R$ 170 mil, o restante é por conta do município. Para investir é preciso gastar sola de sapato em Brasília e no Palácio dos Bandeirantes. Com recursos próprios não temos fôlego para grandes obras. Por isso brigamos por cada centavo, passamos o chapéu nos gabinetes dos deputados em busca de emendas parlamentares. Mas com todas as dificuldades estamos construindo seis (*) novas escolas e vamos intensificar o programa de recapeamento, já que após as eleições vamos finalizar o processo para receber R$ 20 milhões da Agência Desenvolve São Paulo, além de outros R$ 4 milhões, a fundo perdido, que o Governo do Estado também vai nos repassar para recape. Estamos fazendo tapa-buraco, mas como sempre falei, em alguns lugares é o mesmo que enxugar gelo, não resolve mais, mesmo assim já tapamos mais de 70 mil buracos.

PP: Quanto às obras que foram encontradas paradas ou abandonadas, o seu governo pretende finalizar todas?

AG: Não interessa quem começou, se A ou B, o importante é finalizar e entregar para que a população possa ser beneficiada. Já finalizamos algumas obras como a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cidade Aracy, o recapeamento do Jardim De Cresci, a Unidade de Saúde da Família (USF) do Santa Angelina, obra parada desde 2011, o CEMEI Nilson Aparecido Gonçalves no Jardim Embaré, o prédio do Centro Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD III). Agora estamos trabalhando para finalizar a Unidade de Saúde da Família do Cidade Aracy, outra obra parada desde 2011. Também vamos concluir a USF Waldomiro Lobbe Sobrinho no CDHU e a USF do Zavaglia. Herdamos obras abandonadas e outras paradas por falta de pagamento, não é fácil e nem tão rápido, mas vamos entregar todas para que o povo de São Carlos tenha mais opções de atendimento.

PP: A obra da Praça Itália é outra questão polêmica. Anunciada em 2010 até agora não saiu do papel? O senhor pretende inaugurá-la?

AG: Se eu vou inaugurar não sei, mas do papel já está saindo. Esse convênio era considerado perdido, eu e o Carneirinho (José do Espírito Santo, chefe de gabinete do Prefeito) corremos muito nos corredores do DNIT para a retomada do projeto. Após eu assumir a Prefeitura, em 2017, solicitei a dilação de prazo do convênio com o DNIT. Em setembro do ano passado o Diário Oficial da União publicou o termo aditivo ratificando novamente o convênio de cooperação técnica e financeira nº 1022/210, firmado com a Prefeitura de São Carlos, para a execução das obras de construção do viaduto para a transposição da via férrea localizada na Praça Itália. Na sequência um engenheiro do Ministério dos Transportes esteve em São Carlos para analisar e atualizar as diretrizes das obras, mais de R$ 15 milhões. Em abril desse ano abrimos uma licitação para a contratação de empresa de engenharia para a elaboração de projeto executivo e a empresa vencedora já está trabalhando. A duplicação da passagem sob a linha férrea, entre a Praça Itália e a rotatória da Escola Jesuíno de Arruda, além de melhorar o fluxo de veículos, vai eliminar problemas com enchentes.

PP: Por falar em convênio outro que estava parado é da ampliação da ETE. Ontem a Prefeitura anunciou que finalmente assinou autorização para início das obras? Quando começa?

AG: O dia certo eu ainda sei, mas são R$ 29 milhões que conseguimos recuperar para investir na ampliação da nossa Estação de Tratamento de Esgoto. É o maior investimento a fundo perdido já conquistado pelo município, assinado em 2014, porém os recursos não tinham sido liberados. Estivemos em Brasília para resolver essa pendência e agora recebemos essa autorização para iniciarmos as obras. Essa é mais uma questão que conseguimos desenrolar junto à União. A ampliação de mais um módulo da ETE possibilitará um aumento de 50% na capacidade do tratamento esgoto despejado, tornando a cidade capaz de atender uma população projetada de até 350 mil habitantes.

PP: Limpeza pública é uma das maiores reclamações da população. Dia 31 de agosto foi realizada outra sessão pública? Senhor acredita que a cidade consegue resolver essa questão ainda esse ano?

AG: O processo licitatório está em andamento. A Comissão Permanente de Licitação fez a abertura do envelope com a documentação da empresa terceira colocada no processo licitatório. Não podemos colocar a carroça na frente dos bois, precisamos seguir as normas impostas pelo Tribunal de Contas e é isso que estamos fazendo. Também pedimos para que as pessoas colaborem não jogando lixo em áreas públicas. Mesmo contratando uma empresa para fazer a limpeza, a colaboração da população é fundamental.

(*) Escolas previstas: Cemei Carminda Nogueira de Castro Ferreira (Residencial Eduardo Abdelnur); EMEB Residencial Eduardo Abdelnur; Cemei Professora Regina Aparecida Lima Merlchíades (Parque Novo Mundo); Cemei Flávio Aparecido Ciaco (Planalto Verde); EMEB Alcyr Afonso Leopoldino (Jardim Araucária); Cemei Renato Jensen (Zavaglia).