Alunos do ensino médio de São Carlos integram-se à Universidade

Aprendendo na USP

Realizou-se no passado dia 06 de dezembro, o último encontro de 2018 do programa “A física do cotidiano na construção da cidadania”, um subprojeto integrado nas iniciativas promovidas pelo Centro de Inclusão Social da USP São Carlos (CIS/USP), órgão que mantém uma estreita parceria com todas as unidades existentes na USP, em São Carlos, incluindo a Prefeitura do Campus.

A contribuição do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) com este subprojeto deu-se através da coordenação do mesmo, na pessoa do Educador do Instituto, Prof. Herbert Alexandre João, com a participação do aluno do 2º ano do Curso de Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), Eric Guilherme Escobar, que ministrou as aulas.

O objetivo deste trabalho, desenvolvido desde o passado mês de setembro com a realização de dez aulas com a duração de três horas cada, foi engajar os estudantes da rede pública de ensino na aprendizagem das ciências, com foco em Física, especialmente através da vertente experimental. “Esta foi uma aposta muito forte, atendendo ao fato de que estes alunos do ensino médio (1º e 2º anos) raramente têm hipóteses de frequentar espaços laboratoriais, até porque a maior parte das escolas não possuem essas estruturas de aprendizado e treinamento. Eles vieram aprender e aprofundar seus conhecimentos básicos de matemática e de Física, executando diversos experimentos nos laboratórios de ensino de física do IFSC/USP, através de aulas que foram ministradas pelo Eric Escobar”, elucida Herbert João.

Com cerca de vinte jovens estudantes envolvidos neste projeto, Eric Escobar não esconde sua satisfação pelo sucesso alcançado: “Na parceria concretizada com o CIS, a EESC ganhou um kit robótico constituído por diversos instrumentos, entre eles um drone e um mini-robô, e com eles pudemos explorar diversos conceitos de Física junto aos alunos, além de outros nove temas relacionados com a vida cotidiana, aproximando dessa forma os jovens à ciência e à Universidade, atendendo a que a maior parte deles é oriunda de comunidades carentes de nossa cidade: densidade, como funciona um radar, o que é o som e o que é a força da gravidade, como funciona o óculos, um pouco disso tudo transmitimos para eles e o resultado foi fantástico”, sublinha Eric. Em virtude da USP não possuir uma gama variada de experimentos adaptados e dedicados a alunos do ensino médio, Eric e Herbert João utilizaram experimentos pertencentes à “Experimentoteca” do CDCC para complementar o conteúdo do projeto. “Não houve aprofundamento de conceitos teóricos, apenas incentivamos os alunos a meter a “mão na massa” e tratamos todos eles como universitários, inclusive indo com lês almoçar no refeitório da Universidade”, conclui Eric.

Esta ação provocou uma reação muito positiva nos jovens alunos do ensino médio, já que muitos deles querem continuar o curso em 2019. Segundo Herbert João e Eric Escobar, já está sendo estudada a hipótese de abrir mais cursos, inclusive para alunos do 3º ano do ensino médio, atendendo a que a taxa de evasão deste curso de 2018 foi praticamente zero, o que comprova o empenho deles em participar da iniciativa: um empenho que levou muitos deles a fazerem perguntas, como, por exemplo: “Como entro na Universidade?”, ou “Como faço vestibular?, questões que, certamente, irão ter respostas muito positivas no futuro próximo.

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP