Na última quinta-feira, 14, alunos da UniRitter realizaram uma assembleia no final da tarde, no campus da zona sul de Porto Alegre. Desde lá, foram muitas as formas de manifestações contra a decisão da instituição que resultou na demissão de cerca de, segundo os alunos, 100 professores. A mudança seria derivada da troca da grade curricular de cinco cursos de graduação.
Entre os cursos envolvidos estão para as áreas de Engenharia, Arquitetura e Urbanismo, Direito, Jornalismo e Medicina Veterinária. Os professores que foram alvo de desligamento lecionavam a mais de cinco anos e eram mestres e doutores. A universidade, no entanto, não divulgou quantos professores foram desligados.
As turmas que até agora possuíam cerca de 60 alunos, a partir de então, aumentariam para 90 a 110 estudantes. Além disso, o horário das aulas também foram alteradas. Aquelas marcadas para o turno da manhã, das 7 às 11h, agora serão das 7 às 10h. Dessa forma, o salário precisaria ser reduzido. No entanto, isto é ilegal. Seria esse o motivo dos desligamentos.
Em nota, a UniRitter esclarece: “Compreendemos que alterações como essas, mesmo quando necessárias, nem sempre são fáceis para todas as partes. A UniRitter faz questão de adotar uma posição de respeito aos profissionais e agradece a todos pelo trabalho realizado até aqui. Informamos que será disponibilizado aos docentes desvinculados atividades que apoiam a recolocação no mercado.”
Os alunos da Instituição realizaram, inclusive, o evento “Velório da UniRitter”. Nas publicações, os discentes protestam: “Professores trazem publicidade positiva para a universidade, e depois são mandados embora!”. Os docentes relataram que algumas demissões são procedimentos normais ao fim do ano. Entretanto, desta vez ocorreram em massa e sem aviso prévio.
A UniRitter confirmou, na última sexta-feira, 15, a demissão da reitora Laura Frantz e da pró-reitora Barbara Cardoso. O cargo será assumido por Germano Schwartz, que atuava como coordenador do mestrado de direitos humanos.









