Anunciado o dia de início da vacinação contra a COVID-19 no Brasil

Frente esteve com ministro

Dia 20 de janeiro, próxima quarta-feira, é o dia D, e 10h a hora H, confirmados pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para o início da imunização contra a COVID-19. A informação foi passada nesta quinta-feira, 14, em uma audiência articulada pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) com mais de 130 governantes das maiores cidades do país. De acordo com o Ministério da Saúde, com a aprovação da Anvisa, até domingo, serão distribuídas 8 milhões de doses ainda em janeiro.

Segundo Pazuello, neste final de semana vão chegar as 2 milhões de doses da Astrazeneca, somando-se as 6 milhões de doses para uso emergencial produzidas pelo Butantan. “Até segunda-feira essas doses estarão nos estados e partir dali farão a logística aos municípios”, disse. Conforme o ministro, a distribuição será “de forma proporcional e equitativa dentro dos grupos predeterminados” (idosos em casas de longa permanência, profissionais da saúde e indígenas aldeados com mais de 18 anos).

Apesar da especulação de que as doses iniciais seriam apenas para as capitais, a vacinação começará em todo o Brasil. Para 2021, segundo o assessor especial do Ministério da Saúde, Aírton Cascavel, já estão contratadas 354 milhões de vacinas, que chegarão de forma escalonada. Ainda de acordo com Cascavel, após as 8 milhões de doses de janeiro, a previsão é de 30 milhões para fevereiro e 80 milhões para abril, assim por diante.

Sobre as iniciais 8 milhões de doses, o presidente da FNP, Jonas Donizette, falou à imprensa que serão distribuídas para 5 milhões de brasileiros, devido às particularidades nos intervalos de aplicação da segunda dose. A Astrazeneca tem um intervalo maior, de três meses, enquanto a CoronaVac de três semanas. “Todas as cidades receberão as duas vacinas”, completou. 

“Temos que comemorar. Em primeira mão, para nós, prefeitos, quarta-feira, às 10h, começa a vacinação”, afirmou Donizette, que liderou o encontro. Esclarecendo algumas dúvidas, como a do prefeito reeleito de Curitiba/PR, Rafael Greca, o presidente Donizette reiterou que a iniciativa privada poderá adquirir vacinas, para além das 354 milhões doses do governo que, conforme o dirigente da FNP, as ações do “poder público são centralizadas no governo federal”.

Durante o encontro, prefeitos como João Campos, de Recife/PE, e Sarto, de Fortaleza/CE, chamaram a atenção para a importância de priorizar também os profissionais de Educação. No entanto, nesse primeiro momento, o governo federal recusou o pleito, alegando a quantidade e a existência de grupos “muito mais prementes”, como colocou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros.

“O Brasil tem experiência de vacinação, sabe fazer vacinação”, declarou o prefeito reeleito de Aracaju/SE, Edvaldo Nogueira, relembrando a expertise história do país no assunto. “Para mim, esse é um dia histórico”, disse.

Grupo de Trabalho
A instituição de um grupo de trabalho, composto pelo ministro, e por uma comissão de prefeitos integrada pelo presidente da FNP e por um prefeito por região do país. Este foi um pleito apresentado por Donizette, para reuniões periódicas, a cada dez dias, de monitoramento do Plano Nacional de Vacinação. “Não é só começar a vacinar. Tem todo o decorrer do dia a dia. É um canal direto para que prefeitos possam resolver problemas que forem surgindo”, afirmou.

Redatora: Livia Palmieri

Editor: Paula Aguiar

Fonte: Frente Nacional de Prefeitos