As enfermeiras (por amor) da UNIMED de São Carlos

Andar onde fiquei internado

Precisei na terça-feira, 27, fazer uma cirurgia de urgência pois minha vesícula estava inflamada e com pedras, era mister retirá-la para se evitar um mal maior. Fui muito bem atendido pelo doutor Alessandro Brunetti que realizou a cirurgia com toda a categoria que lhe é peculiar, bem como pelo médico anestesista Felipe (peço perdão por não saber seu sobrenome) que também deixou tudo tranquilo. Agradeço demais a esses profissionais que não mediram esforços para realizar o procedimento com sucesso.

Dito isso, queria falar de uma profissão para qual é preciso ter amor, me refiro a enfermagem. Ser enfermeira (o) é algo que podemos dizer que exige um esforço além do que o ser humano pode dar. Pois trabalhar pelo outro pede resignação, doação, deixar sua casa, seus filhos, seu marido, esposa, mãe, pai, cachorro e gato simplesmente para encarar o desconhecido e cuidar de quem você pode ver apenas uma vez na vida e depois nunca mais.

Ser enfermeira (o) carece de uma vocação latente, abnegação e também muita força de vontade e nestes dois dias que passei no Hospital da UNIMED pude notar que essas profissionais (no meu caso tive apenas contato com simpáticas mulheres) foram extremamente competentes, carinhosas e precisas, numa prova de que dar amor para as pessoas, além de seguir as recomendações da medicina, também ajuda na cura de qualquer paciente.

Eu tinha muitas dores, a vesícula incomodava, mas as enfermeiras que iam ao meu quarto sempre eram otimistas e diziam que eu estava nas mãos de um médico competente e que a cirurgia seria rápida e que elas já estariam de prontidão para me auxiliar na recuperação. De fato, lá estavam, desde a sala de recuperação onde a minha amiga Aliane foi me visitar, até o trajeto para o quarto quando pude ouvir das enfermeiras que me levavam que essa profissão é uma gangorra de emoções foi possível sentir que sem amor essa função não vai para a frente e esse sentimento está escancarado em cada uma delas.

Me ajudaram a deitar, deram uma mão na roupa, medicação, levantamento da cama e ainda por cima conversaram como se a gente tivesse uma amizade de anos. Por certo, alguém vai dizer que isso não era mais que a obrigação delas, mas pense bem: interagir com desconhecidos sempre de peito aberto é uma situação extremamente difícil, não?

Ou as pessoas se esquecem que as enfermeiras (os) quando vão para o seu trabalho precisam vestir uma armadura e deixar seus problemas, aqueles que nós temos diariamente em nossa casa, num cantinho e encarar a dura realidade de um hospital? Ou as pessoas se esqueceram que nem todos que chegam vivos nestes locais saem da mesma forma e que elas também sentem a perda de um paciente?

Essas pessoas precisam ter muita luz e vida dentro de si para poderem espalhar o bem que transbordam para outras pessoas.

Particularmente, vejo que ser enfermeiro é uma profissão tão nobre que eu jamais conseguiria exercê-la, pois não tenho a paciência necessária para tal, mas fiquei muito admirado com essas pessoas que são  verdadeiros super-heróis vestidos de branco.

Aqui fica o meu agradecimento e desejo de reconhecimento para todos que escolheram tão nobre carreira e que eles possam ser muito felizes em suas respectivas jornadas.

Renato Chimirri