Assassinatos cruéis e escabrosos: uma realidade que tem sido registrada em São Carlos

Objetos apreendidos no crime da região do Embaré

O crime que culminou na morte de Sérgio Garbim, aquele em que o corpo foi queimado e encontrado no dia 27 de janeiro na região do Jardim Embaré, é assustador, não apenas pelo cadáver da vítima ser localizado da forma que foi, mas pelos requintes de violência que ficaram evidentes para toda a sociedade.

Um corpo queimado, mutilado, provavelmente para que ele não fosse reconhecido mostra apenas que esse assassinato, praticado por enquanto por uma mulher, mas que a polícia desconfia (e investiga) que outras pessoas tiveram envolvimento pode ser qualificado como um dos crimes mais cruéis da história da crônica policial de São Carlos justamente pelos requintes do ato.

A possibilidade da vítima ter sido dopada e as motivações do caso estão sendo esclarecidas pela polícia, mas a pergunta que fica de tudo isso é única: qual a real motivação para o fato?

Para comprovar que a fase da cidade não é boa, essa semana ainda tivemos um outro crime tão cruel quanto a morte da Garbim. Estamos falando do duplo feminicídio que foi descoberto pela polícia na terça-feira no bairro Jardim Medeiros, onde os corpos das duas vítimas estavam dentro da casa há uma semana e em estado de putrefação.

Esse crime deixou uma cidade atônita e mostra até onde o ser humano é capaz de ir. Não importa se o acusado tinha ou não motivos para matar, afinal tirar uma vida nunca é justificável, mesmo diante de qualquer forte evidência. Uma das professoras da jovem assassinada resumiu essa situação ao falar da vítima de 18 anos: “Ela tinha muitos sonhos!” E, agora? Quem irá sonhar por ela?

Os dois crimes de 2019 lembram a morte do professor Sonoda, outro crime que chocou São Carlos e a região. O professor universitário Milton Taidi Sonoda, de 39 anos, foi assassinado em casa com três facadas em 18 de maio de 2016. Ele era graduado em Física e mestre pela Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos. Ele morava na cidade, mas dava aulas na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em Uberaba (MG), para onde pretendia mudar-se com a família. Segundo consta, Sonoda também teria sido dopado e morreu de maneira brutal, pois seu carro foi queimado num matagal na região da rodovia SP 215, a professor Luiz Augusto de Oliveira.

Ninguém sabe, nem a psiquiatria ou a neurologia que investiga a mente de pessoas que cometem crimes, o que se passa na cabeça de alguém que perpetue um ato desse tipo, mas cabe aqui ressaltar que na região de São Carlos esse tipo de assassinato tem sido solucionado pela Delegacia de Investigações Gerais, bem como os suspeitos são detidos como no caso do assassinato no Medeiros, pela Polícia Militar que também se empenha diariamente para tentar capturar pessoas que cometem esse tipo de ato. O assassinato, como certa vez (se não nos engamos) ouvimos o capitão da Polícia Militar, Paulo Nucci, dizer: “É impossível de ser prevenido, pois acontece dentro de casa!”

É importante ressaltar que realmente crimes escabrosos foram registrados nos últimos tempos na cidade, uma realidade que não dá para esconder. Sorte a nossa, que pelo menos a solução e prisão dos culpados tem sido realizada.