Aulas presenciais da Rede Municipal não retornarão no ano de 2020 em São Carlos

Nino anunciou a suspensão das aulas presenciais

O secretário de Educação, Nino Mengatti, anunciou na manhã desta sexta, 14, que aulas presenciais na rede municipal não retornarão em 2020. Segundo ele, a rede tem 11 mil alunos de 0 a 5 anos e diante da pandemia de COVID-19 não há segurança para que isso aconteça. “Voltaremos em 2021 quando tivermos uma vacina e também condições para isso, nosso lema é o ano letivo se recupera, vidas não!”, disse.

Nino explicou que defender a vida é intrínseco para a administração municipal, mas ele fez um alerta: “o ano não se encerrou, vamos continuar com o cartão merenda, relação família-escola de proximidade! O ano só acabará em dezembro de 2021.”

Para o secretário, os professores estão se reinventando a cada momento na rede de São Carlos e os profissionais estão de parabéns pois transformaram suas cozinhas, quartos, salas e outros locais de suas casas em classes para poder lecionar de maneira remota. “O prefeito Airton foi muito sábio e está muito agradecido aos professores da rede pelo esforço de cada um deles, por isso essa foi a melhor decisão do momento”, adiantou.

Ele observou que para chegar nessa decisão foi ouvida a ciência, as universidades de São Carlos, assim como os técnicos da Prefeitura. O objetivo de Nino ao anunciar a suspensão do retorno presencial em 2020 foi acabar com a intranquilidade que tem tomado conta dos pais. “A educação municipal tem por volta de 20 mil estudantes, mais 40 mil pessoas que são as famílias, mais os profissionais, estamos falando de um universo de pelo menos 70 mil pessoas que poderiam ser contaminadas com um retorno precipitado”, ponderou.

De acordo com Nino, 2021 será o Ano da Educação com muito investimento e até “salas de aula de campanha”, parcerias com as universidades, institutos e outros locais que puderem se adequar e ajudar, para ele o “ensino híbrido” veio para ficar. Por isso, a Prefeitura pretende usar a TVE (TV Educativa Municipal) para passar conteúdo, especialmente para quem não tem acesso à internet. “Se a USP que tem 27 mil alunos, adultos, não retornou como posso cobrar de uma criança de 2 anos que use máscara, que fique no distanciamento? Criança é abraço, contato, sentimento, neste momento precisamos cuidar disso”, alertou.