Baby Soares, a líder de audiência em São Carlos

Baby Soares: líder de alma e coração

Diante da crise que os meios de comunicação passam em todo o mundo e com avanço da internet onde todos passaram a dar opiniões sobre os mais variados assuntos acabei pensando no que diria a minha querida amiga e professora Baby Soares. Impetuosa, corajosa, forte, brava e acima de tudo jornalista até o osso, Baby Soares certamente daria uma de suas gargalhadas estridentes e diria: “Estamos rodeados de malucos!”

Fiquei pensando o que Baby Soares estaria fazendo hoje com um microfone de rádio, a latinha como chamamos na gíria, em suas mãos e o que ela diria sobre todo o cenário político de São Carlos onde “lives” nas redes sociais passaram a ditar as regras da política. Baby era daquelas jornalistas à moda antiga, apurava, perguntava, questionava e antes de denunciar tinhas documentos nas mãos. É claro que suas denúncias viraram processos judiciais, muitos ela ganhou, outros não, bem como também teve seus problemas, por ser uma mulher muito intensa em suas palavras.

Baby era uma joia como profissional, foi a única radialista que vi de maneira inconteste liderar de fio a pavio o horário da manhã no rádio de São Carlos fazendo seus concorrentes comerem poeira das mais variadas formas. Anunciantes no seu programa nunca faltaram, ela sempre tinha aquele recadinho dos patrocinadores porque expor uma marca em seu programa era agregar valor certamente ao produto.

Eu já escrevi inúmeros artigos sobre Baby Soares e a cada um deles a saudade que tenho dessa amiga fica ainda maior, sobretudo quando penso o seguinte: Qual seria o julgamento de Baby Soares sobre o quadro político local?

Imagino ela analisando a atual Câmara de Vereadores e como eles encarariam a acidez, porque ela viria, de suas críticas duríssimas. Muitos que hoje tem mandato não aguentariam dois minutos no ar.

Assim como seria muito interessante assistir suas análises sobre o governo Airton Garcia, de quem ela foi ferrenha adversária no passado, a contribuição que Baby Soares promoveria ao debate público não dá nem para mensurar, apenas fica no âmbito da projeção pessoal de cada um.

O certo é que hoje, esta segunda modorrenta em termos de notícias, me trouxe uma saudade grande de quem ensinou que o jornalista para ser bom, primeiro precisa ter fontes, ser temido e ao mesmo tempo, parafraseando Che Guevara, não perder a ternura jamais!

Saudade, Dona Baby! Você faz muita falta!

Renato Chimirri