Baú do Rock e dos amigos

Amizade e música

A minha amiga Veri Cristina foi quem me adicionou no grupo Baú do Rock que é parte da plataforma do Facebook. Ela fez a sugestão, e, confesso, no começo fiquei um tanto receoso, mas depois a coisa fluiu.

A impagável chegada que o pessoal chama “carinhosamente” de batismo foi algo que quebrou o gelo. Tive contato com pessoas que jamais pensei que interagiria e aquele receio se transformou numa sensação gostosa, parecia que “morava” ali há anos. Todo mundo brincando, muita simpatia, foi algo que deixou aquela noite de quarta-feira bem mais leve e serena.

O Baú, por causa da boa ideia da Veri, abriu às portas para que eu pudesse ter contato com gente que tem conhecimento sobre as coisas do Rock, todo dia um aprendizado, todo hora uma postagem de bom de humor, como estivéssemos num bar ouvindo boa música e conversando sobre as estripulias deste mundo insano. O Baú hoje é bálsamo, especialmente em tempos de pandemia onde o contato social está completamente prejudicado, por isso este grupo me proporciona inúmeras gargalhadas e posso dizer: ameniza os momentos mais terríveis e as inquietações que possamos ter. Afinal, o mundo anda estranho…

Ontem mesmo fui lembrado da data de morte do eterno Jim Morrison e assim pudemos recordar como a irreverência do The Doors fez bem para este planeta e também notamos o vazio que uma banda deste naipe nos deixou. Grupos como o Baú do Rock fazem o Facebook ser um lugar atrativo, uma praça onde diariamente podemos nos sentar para distrair a mente nestes tempos tão sombrios que vivemos tanto na área da saúde, quanto na política.

Para falar a verdade, eu ainda nem fiz postagens no Baú, mas estou curtindo muito aprender mais sobre um tema que me cativa e que faz parte da vida da maioria das pessoas que é a música, este tipo de oportunidade não se deixa escapar, assim como não devemos jamais deixar de viver, o vírus não vai nos derrubar, apesar de já termos perdido no Brasil mais de 60 mil irmãos por conta da COVID-19 e de um governo irresponsável.

A maior lição que se tira do Baú é que devemos sempre olhar para frente assim como em Easy Rider onde os protagonistas buscam a sua liberdade. A amizade é talvez um dos maiores bens que a humanidade criou, que saibamos preservar este precioso patrimônio enquanto respirarmos.

 

Renato Chimirri

Imagem de MikesPhotos por Pixabay