O uso do botijão de gás exige atenção desde o momento da compra até a instalação dentro de casa. Após uma ocorrência registrada na madrugada de domingo (23), em uma residência no bairro Jaraguá, na zona norte da capital paulista, o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) reforçou uma série de orientações para prevenir vazamentos e acidentes domésticos envolvendo o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), popularmente conhecido como gás de cozinha.
O órgão, vinculado à Secretaria da Justiça e Cidadania do Governo do Estado de São Paulo e delegado do Inmetro, alerta que medidas relativamente simples podem reduzir os riscos. Entre elas estão comprar o botijão somente em estabelecimentos autorizados, verificar as condições do recipiente e utilizar mangueiras e reguladores certificados e dentro do prazo de validade.
Onde comprar o botijão de gás?
Segundo o Ipem-SP, o consumidor deve adquirir o gás somente em revendas credenciadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), distribuidoras autorizadas ou caminhões oficiais das empresas.
A recomendação é evitar pontos clandestinos, incluindo garagens, residências ou outros locais de comércio informal.
Na hora de receber o botijão, também é importante verificar suas condições. O recipiente deve possuir selo de conformidade do Inmetro, lacre intacto, identificação da distribuidora e rótulo contendo as instruções de segurança.
Botijões enferrujados, amassados, com problemas na base ou nas alças, falhas na pintura ou sinais de danos estruturais não devem ser aceitos pelo consumidor.
Como conferir se o botijão tem a quantidade correta de gás?
Outro cuidado recomendado pelo Ipem-SP é verificar o peso do recipiente. A tara, que corresponde ao peso do botijão vazio, está indicada na alça.
No tradicional botijão P13, utilizado em muitas residências, o consumidor pode somar 13 quilos à tara indicada para chegar ao peso esperado do recipiente cheio.
Também é importante observar o ano de fabricação e a plaqueta de requalificação. Conforme a orientação do instituto, depois de 15 anos o botijão precisa passar por inspeção e, posteriormente, por novas avaliações a cada dez anos.
Mangueira e regulador precisam estar dentro da validade
Não é apenas o botijão que precisa ser verificado. Os equipamentos utilizados na instalação também são fundamentais para a segurança.
O Ipem-SP recomenda a utilização de mangueira de PVC transparente com faixa amarela, certificada pelo Inmetro e dentro do prazo de validade de cinco anos.
O regulador de pressão também deve possuir selo do Inmetro, número de registro e validade vigente. Peças vencidas, danificadas ou improvisadas não devem ser utilizadas.
Como saber se o botijão de gás está vazando?
Durante a instalação, o regulador deve ser rosqueado na válvula somente com as mãos, sem a utilização de ferramentas.
Para verificar se existe vazamento nas conexões, a orientação é aplicar espuma de sabão. Caso apareçam bolhas, há indicação de vazamento.
Se o problema continuar, o botijão deve ser colocado em local ventilado e a distribuidora responsável deve ser acionada.
Um alerta importante: nunca utilize fósforos, isqueiros ou qualquer tipo de chama para procurar um vazamento de gás.
Onde o botijão deve ficar?
O botijão precisa permanecer sempre em pé e em ambiente ventilado, distante de fontes de calor.
O Ipem-SP orienta que o recipiente não seja armazenado em ambientes fechados. A mangueira também não deve passar atrás do forno, onde pode ficar exposta a temperaturas elevadas.
Não devem ser feitas emendas ou extensões na mangueira.
Também são consideradas práticas perigosas deitar ou aquecer o botijão, instalar manômetros ou acessórios sem certificação e manter chamas acesas durante a substituição do recipiente.
Sentiu cheiro de gás? Saiba o que fazer
Ao perceber cheiro de gás dentro de casa, alguns cuidados imediatos são fundamentais.
O Ipem-SP orienta não acender chamas nem acionar interruptores elétricos. Portas e janelas devem ser abertas para aumentar a ventilação do ambiente.
O botijão deve ser levado para um local aberto, quando isso puder ser feito com segurança, e a distribuidora deve ser comunicada sobre o problema.
O consumidor também deve guardar o lacre do botijão, pois ele permite identificar a empresa responsável pelo envase.
Ipem-SP fiscaliza botijões comercializados no Estado
Além das orientações aos consumidores, o Ipem-SP realiza fiscalizações junto a envasadores, distribuidores e revendedores de gás em todo o Estado de São Paulo.
O trabalho busca verificar tanto a quantidade de GLP fornecida ao consumidor quanto a conformidade dos recipientes comercializados.
A quantidade de gás é analisada por amostragem, considerando o tamanho dos lotes disponíveis durante as inspeções e critérios técnicos como média, desvio padrão e possíveis erros individuais. A fiscalização também verifica se a tara indicada corresponde ao peso real do botijão vazio.
Quando são encontradas irregularidades, os fornecedores podem ser notificados e ficar sujeitos a medidas como advertência, multa, apreensão ou interdição de produtos.
Consumidor pode denunciar irregularidades
O Ipem-SP também mantém canais para esclarecimento de dúvidas e recebimento de denúncias relacionadas a produtos, serviços ou práticas de comercialização.
A Ouvidoria atende pelo telefone 0800 013 05 22, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pelo e-mail ouvidoria@ipem.sp.gov.br e pelo site oficial do instituto.
