A página dos amigos da São Carlos Mil Grau publicou uma foto ontem, 15, de pura nostalgia. Era a fila para entrar no saudoso Café Cancun que ficava no shopping Iguatemi. Podemos dizer que para muitas pessoas foram bons tempos e bateu aquela saudade de um passado que não volta mais.
Naquelas dias de flash back ou então em outras oportunidades era sempre uma busca para se conseguir um bônus e entrar no ambiente que sempre tinha muita gente bonita e era alegre. Eu como sou “reparador” de coisas ficava olhando as caveiras mexicanas e outros detalhes que sempre achava interessante.
Lembro que uma das primeiras vezes que fui ao Cancun aconteceu em um show da banda Rod Hanna. Eu só tinha ouvido falar deles, porém quando tive a oportunidade de ver uma apresentação fiquei encantado, pois sempre gostei de músicas da “Era Disco” e o mais interessante é que a vocalista Norah Hanna tem uma grande empatia no palco e ela sempre fazia questão de demonstrar isso ao seu público.
A apresentação do Rod Hanna naquela quinta foi um espetáculo. O Cancun estava lotado e muitas pessoas se conheceram naquela noite que parecia mágica, até hoje tenho amigos que tem relacionamentos que começaram com uma noite no Cancun.
Não dá para dizer que o são-carlense de meia-idade de hoje não tenha passado por ali, lembro que havia uma promoção quando você entrava ganhava um vale cerveja e a bebida oferecida era uma Corona com aquele detalhe de se colocar um pedaço de limão na long neck. Isso era feito, pelo menos na época para qual me recordo, por uma moça morena belíssima que atendia no bar. Sem dúvida foi algo inesquecível e que marcou muita gente.
O Café Cancun foi uma época de glória para a boemia local, especialmente para quem queria apenas se divertir, conhecer pessoas e curtir uma noite agradável. É uma pena que acabou e que com o passar do tempo as diversões foram mudando, mas certamente quem passou pelo Café Cancun jamais esquecerá de uma noite de Flash Back parece até que estou ouvindo o DJ abrindo o espetáculo com as músicas dos anos 70…
Bons tempos que não voltam mais.
Renato Chimirri
