Campus São Carlos da UFSCar recebe calouros com diversas atividades

São cerca de 1700 estudantes que entraram neste ano

Depois de dois anos, a paisagem tranquila do campus São Carlos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) mudou na última semana. Veteranos e servidores docentes e técnico-administrativos receberam os cerca de 1.700 calouros que ingressaram na Universidade em 2022. 

Os três Centros Acadêmicos do Campus São Carlos, o de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET) e de Educação e Ciências Humanas (CECH), com os departamentos, coordenações de cursos e outras entidades, realizaram, entre 30 de maio e 3 de junho, uma programação para o acolhimento dos novos estudantes.

CCBS

Os vários cursos que integram o CCBS da UFSCar promoveram diversas atividades de recepção e acolhimento aos calouros. Cada curso teve programações específicas e os novos estudantes, incluindo os dos anos de 2020 a 2022, participaram de palestras, bate-papos, gincanas, apresentações dos cursos e das atividades de extensão, visitas aos departamentos, laboratórios e ao campus da Universidade. Para Jhulie Mandrá, estudante do curso de Fisioterapia, iniciar o ano letivo com as atividades presenciais foi especial. “Era tudo que a gente precisava. Foi muito tempo longe de todo mundo, longe do campus. Eu não via a hora de voltar”, relata a graduanda que também destacou a importância de a comunidade universitária continuar seguindo as medidas de segurança contra a Covid-19.

As professoras Maria da Graça Gama Melão e Isabela de Oliveira Lussi, respectivamente, diretora e vice-diretora do CCBS, também celebram a retomada das atividades presenciais na UFSCar. “O retorno das atividades presenciais trouxe vida novamente à UFSCar. Chegar à Universidade e presenciar o movimento de estudantes novamente pelo campus, encontrar colegas, docentes e TAs, e estudantes que há mais de dois anos víamos somente pela tela do computador, ou que sequer conhecíamos pessoalmente, teve um significado inestimável. Podemos dizer que o encontro nos encheu de ânimo e energia para enfrentarmos todas as dificuldades que estão colocadas, não somente pela pandemia, como também pelos cortes orçamentários, entre outros. Este foi o clima da retomada das atividades presenciais no CCBS”, relataram.

CCET

O CCET programou várias atividades para recepção dos alunos. No dia 1° de junho, teve início um Ciclo de Palestras para abordar as perspectivas para o ensino de ciências exatas e tecnológicas no retorno ao presencial, com quatro encontros, sempre às quartas-feiras, das 13 às 14 horas, com transmissão ao vivo pelo YouTube da UFSCar Oficial (www.youtube.com/c/UFSCarOficial). 

Em parceria com o Departamento de Engenharia Química (DEQ) e o Departamento de Química (DQ), o CCET promoveu, no dia 3 de junho, a I Jornada de Cuidados, Saúde e Segurança do CCET, organizada em 17 encontros, entre 3/6 e 30/9, sempre às sextas-feiras, a partir das 14 horas no Youtube do CCET (www.youtube.com/c/CCETUFSCar). O primeiro encontro contou com a palestra do professor Bernardino Geraldo Alves Souto, do Departamento de Medicina (DMed), que abordou as vacinas indicadas para adultos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). E, no dia 6 de maio, às 19 horas, a Aula Magna do CCET em formato online com a temática “A Ciência no Combate ao Negacionismo”, ministrada Marcelo Knobel, Reitor da Unicamp de 2017 a 2021, fechou a programação. 

“Recebemos as alunas e os alunos com um conjunto grande e variado de atividades por parte de cada coordenação de curso e também nos departamentos acadêmicos e laboratórios de ensino e pesquisa. Tudo para acolher cada um, neste momento difícil e de superação, após mais de dois anos sem aulas presenciais. Com muita responsabilidade e atenção para os cuidados com a saúde e o enfrentamento da pandemia, estamos assistindo ao brilho no olhar de cada pessoa, especialmente para aquele que entrou no vestibular desde 2020 e ainda não conhecia o campus”, declarou Luiz Fernando Paulillo, chefe do CCET .

Além disso, coordenações de cursos do CCET, centros acadêmicos e outros órgãos organizaram atividades para recepção e integração com os calouros. “A calourada foi bem legal, principalmente com a disposição do PET e da Atlética, pois conhecer a Universidade e se enturmar com as pessoas ficou bem mais fácil. Por exemplo: com a caminhada no campus, a apresentação do curso e as gincanas, foi aplicado, na prática e com muita descontração, a unidade que a Instituição leva dentro de si”, opinou Arthur Pereira Gon, calouro do curso de Estatística.

CECH

No CECH, não foi diferente. Foram várias atividades destinadas aos calouros, como o “Ato pela vida: Encontro de arte, política e HumanizAção”, que aconteceu no Palquinho, às 14h, do dia 1° de junho. O evento teve início com a fala da professora Ana Cristina Juvenal da Cruz, diretora do CECH: “Nosso País foi criado e forjado por violências, mas além de fazermos um luto sobre tudo isso, é também um momento de celebrarmos a vida, que estamos vivos e vivas. E estar vivo e viva hoje, neste País, é um ato de resistência, porque todas as forças queriam que nós não estivéssemos aqui, por muitas razões. Então estar aqui hoje é um ato de resistência e um ato de vida. E como é um ato de vida, celebramos com arte, com política e com humanização, tentando construir, ainda, a figura de um humano que nós ainda não temos. E é fundamental que nós façamos isso aqui, na universidade pública, que continuará sendo pública, e nós continuaremos aqui fazendo a resistência, fazendo a formação e fazendo aquilo pelo qual as pessoas apostam em nós. A sociedade brasileira aposta e espera que nós sejamos capazes de criar outros modos de vida, de dar outras expectativas, de dar outras oportunidades, e não aquelas pelas quais nós somos submetidos e que nos levam pra morte. Então, dito isso, abrimos o evento, agradecendo a presença de vocês e vamos para o nosso momento artístico”. Na sequência, houve a apresentação artística com os professores Adelcio Camilo Machado e Glauber Lúcio Alves Santiago, ambos do Departamento de Artes e Comunicação (DAC), iniciada com a música “Sabiá”, em alusão ao tema do evento e ao retorno presencial, entre outras intervenções.

As coordenações de cursos do CECH, centros acadêmicos e outros órgãos também promoveram atividades para recepcionar os ingressantes, como a que aconteceu na noite de quinta-feira, dia 2 de junho, voltada aos estudantes do curso de Licenciatura em Letras. Para isso, foi realizada uma confraternização ao ar livre, na Pracinha do Departamento de Letras (Praça Marielle Franco), na área Sul do Campus São Carlos. O evento foi organizado pela Coordenação do curso e contou com a presença das professoras Flávia Bezerra de Menezes Hirata-Vale, coordenadora do curso, e Caroline Carnielli Biazolli, vice-coordenadora; do secretário da Coordenação, Fernado Rossitt; e da professora Camila da Silva Alavarce Campos, chefe do Departamento de Letras (DL). De uma maneira bem descontraída, a equipe falou sobre as expectativas do semestre. 

“É um momento de adaptação e de nós nos reconstruirmos dentro da Universidade. Vocês ficaram dois anos dentro de casa, e agora podem e devem de fato vivenciar tudo o que a Universidade nos oferece”, afirmou a coordenadora, destacando a necessidade de defender a universidade pública. Complementando as boas-vindas, a chefe do DL ressaltou a importância do engajamento dos estudantes: “Temos que ocupar os espaços, temos que nos engajar politicamente. Não é só estar aqui; é se envolver, saber o que nos chama na Universidade. E só conseguimos saber o que nos chama quando nos envolvemos”.

O estudante indígena Geovane Diógenes da Silva, graduando do curso de Letras, ressaltou a volta do ensino presencial. “Nós que passamos esse tempo todo tendo aulas remotas ficamos muito ansiosos pra voltar presencialmente, ter esse contato, mesmo que ainda sejam tempos difíceis. Sabemos que, quando estamos no presencial, as atividades são mais dinâmicas, mais fáceis, acessíveis, ainda mais para nós que somos de comunidade indígena e temos mais dificuldade de lidar com recursos tecnológicos”.