Por Cirilo Braga
Em 1960, o jornalista Antônio Fiorentino, o Totó, redator do jornal “A Tarde” e depois diretor do jornal “Correio de São Carlos”, teve a ideia de incrementar o corso na avenida com a presença do “Bonde da Alegria”.
Totó assinava uma coluna famosa na época, intitulada “Carnaval, Carnaval pela frente”, com a colaboração de outros foliões, entre eles Ítalo Paino, conhecido como “Chulipa”.
Com a desativação dos bondes em 1962, Nicola Gonçalves, exímio marceneiro, incentivou Totó e o industrial Dario Rodrigues, rotarianos, a viabilizar a compra de um veículo da Companhia Paulista de Eletricidade pelo Rotary Clube, doado à Prefeitura. O veículo trazia a inscrição: “Eu fui o Bonde da alegria”.
Em 1965, o bonde foi instalado na praça da piscina municipal. Totó fez um discurso emocionado, saudoso dos “velhos tempos do bondinho de cem réis, da varanda e dos coronéis”. (Como citou Octavio Damiano no livro “Caminhos do Tempo”).
Em 2008 a “relíquia” foi transferida da praça da piscina para o Balão do Bonde, na Vila Nery.
Nas imagens da Fundação Pró Memória, o “Bonde da Alegria” conduzido por um fiscal da CPE em 1960 e o “Bonde da Saudade” em 1965 na praça da piscina municipal e em 2008 no “Balão do Bonde”.