
Falta de chuva faz ar ficar difícil para ser respirado
Entre os dias 7 de fevereiro e 3 de outubro de 2024, São Carlos completou 239 dias sem uma chuva considerável. A última precipitação significativa ocorreu em 7 de fevereiro, quando o volume de chuva chegou a 80 mm. Desde então, a cidade tem registrado apenas chuvas esparsas e de baixo volume, variando entre 6 mm e 25 mm, insuficientes para recarregar o Aquífero Guarani, que abastece a região.
A falta de chuvas mais intensas tem trazido impactos significativos, especialmente com o aumento do número de queimadas no município e em áreas próximas. A vegetação seca e as altas temperaturas têm favorecido o surgimento de incêndios, que vêm piorando a qualidade do ar. O resultado é um ambiente repleto de fuligem e fumaça, afetando diretamente a saúde da população, principalmente crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
Sem chuva, solo seco
Com a redução no volume de chuvas e o solo cada vez mais árido, os reservatórios de água subterrâneos sofrem com a falta de recarga, o que pode comprometer o abastecimento de água a longo prazo. Além disso, as constantes queimadas liberam grandes quantidades de poluentes na atmosfera, piorando a visibilidade e trazendo um aumento nas doenças respiratórias, como asma e bronquite.
A expectativa é que a primavera traga melhores condições climáticas e uma maior regularidade nas chuvas, mas até o momento, São Carlos segue em alerta. A qualidade do ar permanece baixa, e as autoridades pedem que a população evite queimadas e cuide da vegetação ao redor de suas propriedades.
A situação crítica chama atenção para a importância da preservação ambiental e da gestão eficiente dos recursos hídricos, já que a água é essencial tanto para o consumo quanto para a manutenção dos ecossistemas locais.

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