Colecionador de cadáveres é preso pela polícia

Um caso que chocou autoridades e moradores da região da Filadélfia veio à tona após a prisão de um homem acusado de manter em sua residência uma coleção macabra de partes de corpos humanos. A fiança foi fixada em 1 milhão de dólares. A investigação aponta que ele estaria envolvido em uma série de violações a túmulos em um dos maiores cemitérios abandonados dos Estados Unidos.

A apuração teve início depois que policiais encontraram ossos e crânios no banco traseiro de um carro estacionado nas proximidades do Mount Moriah Cemetery, um cemitério histórico fundado em 1855 e que abriga cerca de 150 mil sepulturas. A partir dessa descoberta, os investigadores chegaram até uma residência, onde localizaram um porão repleto de restos mortais humanos.

No local, foram encontrados mais de 100 crânios, ossos longos, mãos e pés mumificados, além de dois torsos em avançado estado de decomposição e diversos outros fragmentos esqueléticos. Também foram apreendidas joias e objetos que, segundo a polícia, podem ter sido retirados diretamente de túmulos violados.

De acordo com o promotor do condado de Delaware, os materiais estavam em diferentes estágios de conservação e organizados de maneiras diversas. Alguns restos estavam suspensos, outros montados como esqueletos completos, enquanto parte do material estava disposto em prateleiras, o que reforça a gravidade e a complexidade do caso. “A dimensão do que foi encontrado e a ausência de uma explicação plausível tornam a investigação ainda mais delicada. Precisamos compreender exatamente o que ocorreu”, afirmou.

As autoridades informaram que, desde o início de novembro, pelo menos 26 mausoléus e jazigos subterrâneos foram arrombados no cemitério. O suspeito teria como principal alvo estruturas antigas e menos vigiadas, aproveitando o abandono da área para agir com frequência.

Durante o interrogatório, ele teria admitido ter retirado aproximadamente 30 conjuntos de restos mortais e chegou a indicar os túmulos de onde os corpos foram levados. A polícia, no entanto, acredita que o número real pode ser maior, considerando a quantidade de material apreendido na residência.

O homem foi indiciado por cerca de 100 acusações relacionadas a abuso e profanação de cadáveres, além de crimes como receptação de bens roubados, profanação de monumento público, violação de cemitério histórico, invasão de propriedade, arrombamento e furto.

O caso segue em investigação e deve passar por novas perícias para identificar a origem dos restos mortais e determinar a extensão total dos danos causados ao patrimônio histórico e às famílias que tiveram túmulos violados.