Comerciária diz que aglomerações em lojas são desnecessárias e pede consciência aos consumidores

Comércio passa por dificuldades

A comerciária Carolina conversou com a reportagem do São Carlos em Rede e relatou o seu ponto de vista sobre a situação do comércio na cidade desde à volta das atividades em 1º de junho.

Ela atua numa loja do setor de vestuário e explicou que o momento é bastante delicado para a sua empresa e também as demais lojas. “Viemos de duas enchentes graves em janeiro com intervalo de uma semana cada uma, basta olhar uma das ruas como a Geminiano Costa, que parece estar meio capenga, pois algumas lojas fecharam, outras não sabemos se fecharão ou continuarão abertas como algumas de Calçadão que até agora não voltaram”, disse.

Carolina explicou que as enchentes do começo do ano já derrubaram o movimento de sua loja. “Começava a chuviscar o povo já saia dali com medo que alagasse, depois veio a pandemia com o fechamento parcial do comércio e por isso começamos a trabalhar com vendas on-line e esse movimento foi bem legal, as pessoas compraram bastante, porém não é o mesmo faturamento de loja aberta, agora que voltou o movimento em nossa loja retornou parcialmente”, esclarece.

De acordo com a jovem, o seu medo enquanto funcionária do comércio são as aglomerações desnecessárias nas lojas. “A situação é assim: preciso ir ao Centro para ver algo para mim, mas daí eu levo minha mãe, meu pai, meu irmão, meu periquito, meu papagaio, daí quando a pessoa entra na loja dá a impressão que estão todos comprando, mas é apenas uma família”, explicou apontando que essa situação não é recomendada.

Como todos sabem, em tempos de pandemia de COVID-19, aglomerações de pessoas são os locais preferidos para a doença se propagar e hoje São Carlos tem 205 casos, com cinco mortes confirmadas e uma em investigação e 61,2% das UTIs ocupadas com internados, portanto o pedido é para que as pessoas que forem ao comércio sejam objetivas, ou seja, façam o que precisam e voltem imediatamente para a casa, sem precisar levar acompanhantes nos locais. “As pessoas não tem noção de que o comércio abriu para se comprar o necessário para que a economia da cidade volte a funcionar e estão todos se aglomerando desnecessariamente, se olharmos em filas de lojas de departamentos sempre tem dois ou três da mesma família, isso não precisa acontecer, pois se a situação piorar o comércio poderá ser fechado novamente”, finaliza.

Por Renato Chimirri