Comércio de São Carlos pede volta do drive-thru

Comércio pede volta do Drive-thru e Calçadão está vazio

Após decisão da justiça liberando o sistema para bares e restaurantes, Sincomercio e Acisc pedem a retomada das vendas por drive-thru também para o comércio varejista em geral

Após decisão da juíza da Vara da Fazenda Pública de São Carlos, Gabriela Muller Carioba Attanasio, nesta terça-feira (30), concedendo liminar ao Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (SinHoRes) e determinando a liberação do atendimento drive-thru para bares, lanchonetes e  restaurantes de São Carlos, a Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC) e o Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e Região (Sincomercio) protocolaram, junto à Prefeitura, pedido para que decisão seja estendida para o comércio varejista em geral da cidade.

Com o Decreto Municipal nº 156, de 26 de março de 2021, que dispõe sobre a adoção de novas medidas restritivas e temporárias de prevenção à disseminação do Coronavírus (Covid-19), a Prefeitura proibiu as vendas por drive-thru no município.

Paulo Roberto Gullo, presidente do Sincomercio São Carlos, destacou que o sistema de vendas drive-thru tem sido um recurso importante neste momento de restrições, para a manutenção das empresas e dos empregos.  “Não só para bares e restaurantes, mas para o comércio varejista em geral as vendas por drive-thru têm conseguido manter a movimentação econômica. Neste período no qual as lojas estão fechadas, estima-se que esse sistema tem representado cerca de 12% das vendas e tem se mostrado uma forma segura de atendimento. Proibir essa modalidade é piorar a situação que já é de extrema dificuldade para grande parte das empresas, que precisam garantir o pagamento dos salários e sobreviver”.

Paulo Gullo lembrou, ainda, que logo após o anúncio da intenção da Prefeitura em proibir o drive-thru e antes da publicação do Decreto, o  Sincomercio São Carlos enviou ofício apresentando a gravidade da  situação e pedindo a manutenção do sistema para o comércio em geral. Porém, na ocasião, a entidade não foi atendida. “Temos que considerar a saúde e a vida, mas também temos que garantir a renda dos trabalhadores e a preservação das empresas. É isso que estamos tentando fazer e aguardamos a decisão da Prefeitura”, concluiu.