Comércio e período natalino em debate na Sorriso FM Panambi

A chegada do Natal é momento de confraternização e união, momento em que famílias se reúnem para a tradicional ceia e troca de presentes ou ainda, amigo secreto. Com isso, é o momento em que lojista começam a se preparar para receber consumidores em buscas de presentes. Mas hoje, a busca é por aqueles que tenham um diferencial a oferecer.

O empresário Valdir Damke salientou que a loja precisa ter não somente produto, preço e condições de pagamento mas, também um ambiente climatizado e ventilado, bem iluminado e pessoal de vendas com qualificação.

“Se a pessoa tiver isso, poder tocar o produto, ter um atendimento personalizado, e poder voltar no dia seguinte, é o que o consumidor e o mercado precisa”, destaca. À parte os negócios, Valdir disse gostar do espírito natalino, “porque entra aquela questão mais humana, com mais alegria e humildade. Uma pena que não conseguimos trazer este espírito para todos os meses do ano”, lamenta.

A presença do prefeito Daniel Hinnah serviu para o ouvinte colocar em pauta, também, o tema recolhimento de lixo urbano, que precisa ser melhorado, o que é reconhecido até pelo prefeito. Daniel ainda afirmou que colocar o lixo na rua e esperar o caminhão recolher é só uma parte do trabalho que envolve a limpeza pública.

“Vai muito mais longe, temos que dar destino final para este lixo, ele precisa ser reaproveitado, reciclado, gerando anos de consequências, e todo cidadão tem que pensar como ele pode reduzir o lixo, porque isto é uma solução de todos. Sei que a Prefeitura tem um grande trabalho pela frente para melhorar este aspecto, mas cada um deve ajudar na questão do meio ambiente”, destacou Hinnah.

Respeito e consideração ao cliente

Daniel revelou um dado que desperta otimismo para o comércio e para a economia em geral, que é a diminuição de clientes no Serviço de Proteção ao Crédito, o SPC, graças ao eficiente trabalho desenvolvido pelo Procon. Ele lembrou, também, que uma forma de auxiliar o desenvolvimento em Panambi é fazer compras no comércio local.

Os representantes do comércio lembraram que, tanto quanto a qualidade do produto, a vantagem do preço mais baixo, o sucesso do comércio depende do respeito e consideração ao cliente, que é o objetivo final da relação de comércio.

A alta carga de tributos foi elencada como um dos obstáculos enfrentados pelo comercio no Brasil, de forma geral. Por outro lado, a retomada dos negócios e a recuperação da economia são uma constatação no município. 

Comércio com ações em conjunto

Para Selonei José Stochero, presidente do CDL de Panambi, a programação de Natal também tem sua parcela de contribuição nestas melhorias. Selonei explicou que a CDL está com projetos já encaminhados para 2018, e “espera-se contribuir e estar junto cm os lojistas no dia-a-dia. Apenas com muito trabalho que vamos conseguir vencer as adversidades”.

O presidente falou sobre o advento das vendas pela Internet. Se por um lado a rede mundial de computadores oferece, de forma geral, produtos que não podem ser encontrados na cidade, e muitas vezes com preços mais atraentes do que os produtos que aqui existem, por outro são registrados uma infinidade de problemas, como a não entrega do produto e diversos casos que vão “aterrissar” no Procon.

Para ele, o papel de entidades que reúne comerciantes, como o caso da CDL/Panambi, têm um papel fundamental, que é unir os empreendedores e bolar estratégias, porque o futuro das empresas depende disso, de ações em conjunto e das campanhas.

O Procon Panambi é ligado à Secretaria Municipal de Agricultura, Industria, Comércio e Serviços (SMAIC).

Troca e assistência técnica

Não existe produto, no Brasil, sem assistência técnica. Em um primeiro momento, o cliente vai retornar à loja, o lojista tem o direito de fazer o atendimento e tentar fazer o conserto, no prazo máximo de 30 dias. Se não for resolvido neste período, é troca do produto ou o dinheiro de volta – existem casos e casos – é muito raro um problema desses no Procon.

A diretora do PROCON, Rosani Zachow explica que o principal responsável pelo produto é o fabricante, que é quem responde pela garantia, “o lojista responde apenas pelo encaminhamento”, complementa Rosani, afirmando que “ninguém está no mercado para se queimar”.

A diretora do Procon lembrou que o consumidor também tem seus deveres, e que a obrigação da loja é a assistência técnica, “a troca é uma liberalidade da loja que vendeu”, esclarecendo a questão.

O programa de sábado teve grande participação do ouvinte que dirimiu dúvidas, teceu comentários sobre o comércio local e também fez elogios, tanto ao comércio quanto ao tema escolhido para o ‘Questão de Opinião’ do dia 9.

Rosani Zachow e Selonei Stochero (Foto: Sorriso FM Panambi)

Colaboração: Jornalista Hugo Schmidt