Por que os galos não têm pênis e como fazem a fecundação das galinhas?

Uma das maiores curiosidades sobre a reprodução das aves domésticas é a ausência de pênis nos galos. Para muitos, essa peculiaridade levanta a questão: como a fecundação das galinhas acontece se o galo não possui essa estrutura reprodutiva? A resposta está em um processo conhecido como “beijo cloacal”, um método bastante singular e eficaz que substitui o que vemos em outros animais. Vamos entender mais sobre esse mecanismo fascinante e os detalhes do sistema reprodutivo das galinhas.

Como é a fecundação das galinhas

O sistema reprodutivo das aves é bem diferente do que encontramos em outros animais, como os mamíferos. Tanto galos quanto galinhas possuem uma abertura chamada cloaca, uma estrutura comum a diversos órgãos internos. No momento da fecundação das galinhas, é essa estrutura que torna o processo possível. O galo não possui um órgão reprodutivo externo como um pênis; em vez disso, ele usa a cloaca para transferir o esperma.

Durante o acasalamento, o galo se posiciona sobre a galinha e ambos pressionam suas cloacas em uma ação rápida e sincronizada. Esse contato permite a transferência de esperma do galo para o sistema reprodutor da galinha. Esse processo é conhecido como “beijo cloacal” e, apesar de durar apenas alguns segundos, é altamente eficaz para a reprodução.

Por que os galos não têm pênis e como fazem a fecundação das galinhas
Fecundação das galinhas – Foto: Sheila Brown

Por que os galos evoluíram sem pênis?

A ausência de pênis nos galos, e em muitas outras espécies de aves, tem raízes na evolução. A maioria das aves modernas perdeu o pênis durante a evolução, uma mudança que muitos cientistas acreditam estar ligada à eficiência na fecundação e à redução de riscos de infecção. Em ambientes selvagens, a rapidez do “beijo cloacal” reduz a exposição a predadores, além de facilitar o processo de acasalamento. Para as aves, a fecundação das galinhas acontece de forma rápida e prática, sem a necessidade de estruturas externas.

Embora o “beijo cloacal” possa parecer um método incomum, ele é extremamente bem-sucedido para as aves. Essa forma de acasalamento permite que as galinhas tenham maior controle sobre a reprodução, pois podem selecionar o momento em que a fecundação será mais eficaz. Além disso, o contato rápido e direto entre as cloacas reduz os riscos de lesão e facilita o processo.

Em comparação com outros animais que possuem órgãos externos, as aves têm uma vantagem evolutiva. A ausência de pênis nos galos elimina a necessidade de estruturas que poderiam ser vulneráveis em situações de acasalamento ao ar livre. Esse método evoluiu para simplificar e otimizar a fecundação das galinhas, possibilitando uma reprodução segura e eficiente.

Apesar de não possuírem pênis, os galos realizam a fecundação das galinhas por meio do “beijo cloacal”, um método altamente eficaz. Essa forma de acasalamento permite a continuidade da espécie sem as complexidades associadas a órgãos reprodutivos externos. A evolução da cloaca como principal estrutura reprodutiva representa uma adaptação vantajosa, que facilita a reprodução das aves de forma simples, rápida e segura.