Complexo viário ganha nome do radialista Gerson Edson Toledo Piza, o Juquita

Homenagem ao Juquita

O prefeito Airton Garcia inaugurou na tarde desta sexta-feira (20/08), o Complexo Viário Gerson Edson Toledo Piza em homenagem ao radialista conhecido por todos como “Juquita” e que faleceu em janeiro desse ano.


O Complexo Viário é composto por uma ponte construída no Córrego Monjolinho na avenida Francisco Pereira Lopes com Alameda dos Crisântemos, na região do kartódromo. A obra faz parte do plano viário de São Carlos para evitar congestionamentos e acidentes. Também foi feita uma rotatória de confluência das seguintes vias: avenida Francisco Pereira Lopes, Alameda dos Crisântemos e avenida Eliza Gonzales Rabelo.


“Realizamos todas as modificações na região e conseguimos dar mais segurança e fluidez ao trânsito e conforto para o usuário e hoje é uma honra inaugurar esse Complexo com o nome do nosso saudoso Juquita, uma figura histórica da nossa cidade. Era um grande amigo de todos nós”, disse Coca Ferraz, secretário de Transporte e Trânsito.


Para o prefeito Airton Garcia foi uma grande perda. “Sempre muito simpático e atento ao cenário político da nossa cidade, fazia comentários bem-humorados e também dava umas alfinetadas quando necessário. Todas as manhãs era impossível não escutar o Jornal da Intersom e esperar o Intersom Debates para saber quem era o entrevistado do dia. Todos os anos comemorava o aniversário na própria emissora com o bolo da Miloca e recebia autoridades e ouvintes. Um cidadão extremamente voltado a fazer rádio. Ele amava fazer rádio, sempre conheci ele alegre e satisfeito. Essa é somente uma pequena homenagem a um grande cidadão”, disse o prefeito de São Carlos.


O vereador Azuaite Martins de França, propositor da Lei que deu o nome de Gerson Edson Toledo Piza ao Complexo, falou do amigo. “Era um profissional do bem e que levava informação todos os dias aos são-carlenses. Seu legado está na história do rádio, sempre brincando e amando o que fazia quando abria o microfone”.


Maria Beatriz Machado Toledo Piza, filha de Juquita, agradeceu em nome da família a homenagem ao pai. “Agradeço ao prefeito Airton Garcia, ao Coca Ferraz e ao vereador Azuaite Martins de França, pela bela homenagem ao meu pai. “Ele era uma pessoa apaixonada pelo rádio, apaixonada pela cidade. Ele deu voz à população e foi a voz de São Carlos, sempre levantando os problemas e buscando soluções”, disse emocionada a filha do radialista.


Também participaram da homenagem o irmão do apresentador, Marco Antônio, a filha Maria Elisa Machado Toledo Piza, amigos e funcionários da rádio Intersom, além dos secretários de Comunicação, Mateus de Aquino, de Segurança Pública, Samir Gardini, de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Caio Graco, o comandante da Guarda Municipal, Michael Yabuki, o chefe de Gabinete da Prefeitura, José Pires (Carneirinho) e o assessor de gabinete da Prefeitura, Antônio Carlos Catharino.

GERSON EDSON TOLEDO PIZA – Juquita nasceu em São Carlos em 24 de abril 1946, filho de Eugênio Toledo Piza e Conceição Vono Toledo Piza, casado com Sonia Maria Reis Machado Toledo Piza (In memoriam) e pai de Maria Beatriz Toledo Piza de Camargo Marques e Maria Elisa Machado Toledo Piza e avô de Joaquim Eugênio Toledo Piza de Camargo Marques; João Otávio Toledo Piza de Camargo Marques e Sophia Toledo Piza Faria.


Logo na infância, junto com seu irmão, o também saudoso Geraldo Eugênio, teve contato e apaixonou-se pelo radialismo pelas mãos de seu tio Leôncio Zambel (ex-vereador e ex-Prefeito de São Carlos 1951), criador da Rádio Progresso, inaugurada em 1958. Foi o tio Leôncio que o apelidou de Juquita.


Ainda menino, Juquita foi operador de áudio na Rádio Progresso, participava também das transmissões de jogos do Esporte Clube Bandeirantes e acompanhava as partidas de basquete na fase gloriosa do time do São Carlos Clube. Depois apresentou o programa Voz Sertaneja e o programa Prelúdio à Noite São-carlense.


Aos 26 anos foi presidente do Diretório Acadêmico XVIII de março, da Escola de Biblioteconomia e Documentação de São Carlos, pela qual se formou na turma de 1972. Foi um dos idealizadores do I Encontro dos Estudantes de Biblioteconomia, evento que foi incorporado pela II Bienal Internacional do Livro.


Ainda na década de 70, em sociedade com seu irmão Geraldo, montou a empresa Topiza, que comercializava horários da rádio e num estúdio de gravação produzia comerciais para as emissoras da cidade e região.


Mais tarde constituíram a Topmaster, que passou a fabricar em São Carlos uma novidade destinada às emissoras de rádio e TV: cartucheiras para inserção de vinhetas comerciais, efeitos especiais e músicas que davam agilidade à programação.
Finalmente, juntando a eles o irmão caçula, Marco Antônio, associaram-se ao amigo Coriolano Meireles que obteve uma concessão de rádio e, assim, nascia a Intersom-FM, oficialmente inaugurada em agosto de 1982, logo assumida pelos irmãos que adquiram as cotas da emissora e a desenvolveram.


Nessa emissora criou o Jornal da Intersom, que realizava a cobertura dos mais importantes fatos jornalísticos de São Carlos e região, e mais tarde o Intersom Debates, veiculado todas as manhãs. Dedicou grande contribuição ao desenvolvimento do município como radialista, promovendo firmes debates de assuntos necessários para a cidade e seus cidadãos. Em meados de 1991, adquiriu a concessão da Rádio FM Cidade de Itirapina, sob a frequência de 103.3 MHz. Esta emissora, tipicamente sertaneja, retransmitia o Jornal da Intersom e Intersom Debates para a região de Itirapina, Brotas e Rio Claro. Juquita administrou ambas as emissoras e esteve sempre à frente dos programas jornalísticos até novembro de 2019, quando vendeu o prefixo 103.9 MHz e se afastou da administração do prefixo 103.3 MHz para cuidar da saúde.


Como empresário e grande incentivador do desenvolvimento industrial na região, foi diretor regional do CIESP São Carlos por 13 anos e, também, diretor de Plenária do CIESP São Paulo e diretor adjunto do Departamento de Ação Regional da FIESP. Visionário, deu os primeiros passos em direção à construção da sede própria da entidade no município, articulou, rifou carros e cumpriu importantes etapas para viabilizar a obra da atual casa do CIESP São Carlos.


Em 2013, pela sua trajetória de luta e defesa da indústria, foi homenageado pelo SENAI São Carlos tendo sido paraninfo na formatura dos Cursos de Aprendizagem Industrial.


Em 2014 recebeu, na Câmara Municipal, o título de Cidadão Benemérito de São Carlos.


Realizou grandes feitos por São Carlos, cobriu e participou de fatos emblemáticos, conhecia com detalhes histórias sobre São Carlos e São-carlenses, tinha enorme apreço por livros, pela música brasileira e por tantas outras coisas da cidade.