Conjunto Eduardo Abdelnur II, com 759 unidades, ainda pode ser construído em São Carlos

São Carlos ainda pode ganhar a construção de 759 casas populares na modalidade da Faixa 1. O vereador João Muller (MDB) explicou que em  setembro de 2018, ainda no governo Temer, o Ministério das Cidades selecionou diversos municípios do Brasil para celebrarem convênios do programa Minha Casa, Minha Vida e que São Carlos foi contemplado com dois empreendimentos: um de 500 casas e outro com 259 num total de 759 unidades habitacionais, no chamada “Eduardo Abdelnur 2”, entre o Zavaglia e Abdelnur I.

 

De acordo com Muller, o empreendedor, a RPS Engenharia, Prefeitura e Câmara agilizaram todos os procedimentos de aprovação, registro, caução e atenderam os prazos estabelecidos no Decreto do governo federal. “Pronto para assinatura do convênio, com todos os documentos protocolados junto ao órgão financiador, Caixa Econômica Federal, Superintendência de Piracicaba, na sexta-feira que antecedeu a posse do Presidente Jair Bolsonaro, o Ministro da Fazenda e sua equipe econômica suspenderam a assinatura de todos os convênios, num total de 17 mil unidades em todo território nacional”, afirmou.

 

“Perdemos o empreendimento de 759 casas, num investimento de 80 milhões de Reais? Ainda não podemos afirmar que perdemos este importante empreendimento. Precisamos aguardar qual será a política pública para habitação social no Brasil.  Primeiro, o governo extinguiu Ministério das Cidades e criou o da Infraestrutura que acolheu em sua estrutura administrativa o tema habitação; Segundo, o governo federal deverá mudar o nome do programa Minha Casa, Minha Vida para Casa Brasileira e terceiro, serão mantidas as faixas de beneficiários do atual programa; Se mantido, o governo reabrira inscrição para nova seleção ou manterá o benefício aos municípios já selecionados”, explicou Muller.

 

O vereador ainda acredita que a cidade poderá ter essas novas casas: “Resumindo, São Carlos tem um empreendimento habitacional aprovado, que pode beneficiar as famílias de baixa renda e aguarda uma possível contratação pela CEF. Seria muito prejudicial aos menos favorecidos do sistema se o empreendimento for viabilizado para faixas superiores, com renda familiar acima de 3 mil Reais em um novo programa habitacional. Aguardamos ansiosamente!”, finalizou.