Conselho Tutelar de Panambi teve menos atendimentos em 2017

O Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente de Panambi registrou em torno de 600 denúncias até os últimos dias de dezembro de 2017. Este número é inferior ao registrado em 2016, com cerca de 650 apurações de denúncias.

O maior número de atendimentos aconteceu em função da infrequência escolar, com 248 casos, um aumento considerável em relação ao ano passado. Adair explica que, na verdade, o número de alunos infrequentes é muito maior mas, em grande parte dos casos, a própria escola consegue o retorno do aluno, especialmente depois de contato com os pais.

Os casos mais graves, como abuso sexual contra crianças e adolescentes, somaram 20 registros, contra 35 casos em 2016 e apenas um em 2015. Adair atribui este aumento, em parte, ao incentivo à denúncia e à conscientização, muitas vezes feita com o auxílio dos veículos de comunicação. Na maior pare dos casos, o abusador é alguém das relações da criança ou adolescente, como um familiar, parente ou vizinho. Adair salientou a parceria entre o Conselho Tutelar e a Secretaria Municipal de Educação (SMEC) e Secretaria Estadual de Educação (SEC), “porque, na maioria das vezes, esta denúncia entra pela escola”.

O conselheiro explicou que uma das fortes evidências de que a criança ou adolescente esteja sendo vítima de abuso é a mudança de comportamento. A pessoa pode ficar mais fechada, afastando-se do convívio social e tendo queda no rendimento escolar. Crianças mais novas tendem a se expor e a praticar atos comportamentais não comuns, e isso pode ser uma pista para identificar que está sofrendo abuso.

Em 2017 o Conselho Tutelar registrou, ainda, 32 casos de alienação parental e 23 denúncias de drogadição; 15 casos de vulnerabilidade social; 14 conflitos familiares, além de número alto de casos de gravidez na adolescência, e vítimas de violência doméstica.

Os telefones para contato com o Conselho Tutelar são o (55) 98419-5737 (plantão), (55) 3375-6592, além do Disque 100, que coloca o denunciante em contato com a Secretaria Estadual de Direitos Humanos. A ligação pode ser feita mesmo se o aparelho celular da pessoa esteja sem saldo.

Em recente entrevista à Rádio Sorriso FM, Adair lembrou que o Conselho Tutelar não é um órgão executivo e portanto, não tem o papel de buscar crianças e adolescentes em locais de festa ou de rico.