Para enfrentar esta onda de crimes no interior, causada pela melhoria das condições de segurança e vigilância nas grandes cidades, Paulo Delgado, presidente do Consepro Panambi e integrante da empresa Inviolável, lembra que o secretário estadual de Segurança Pública, Cezar Schirmer, questionou ao setor bancário quais ações estão sendo tomadas para dificultar estas ações criminosas.
O presidente do Concepro diz que existe uma grande falha quando se trata de segurança em agências bancárias, visto que existem diversas tecnologias para inibir, e muito, a ação de meliantes.
“O que falta, na realidade, são estabelecer leis que façam a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), forçar os bancos a trabalhar com investimentos pesados na área de segurança, especialmente na área de segurança eletrônica, além de uma articulação maior com os órgãos de segurança pública”, explica Delgado.
Paulo Delgado lembrou o trabalho do Consepro de Panambi, especialmente com recursos vindos do Ministério Público do Trabalho. Uma das dificuldades do Conselho, atualmente, é montar uma nova diretoria, sucedendo essa que já está há três anos à frente do Consepro. Para participar da diretoria, basta se interessar em segurança pública, independente de ter ou não ligação direta com órgãos ou empresas de segurança
Sobre o setor de vigilância privada, ele revelou que ele mantém atualmente, no Brasil, cerca de 500 mil empregos diretos, movimentando de R$7 bilhões a R$10 bilhões de reais todo ano, mesmo com a concorrência da empresas não regularizadas e com o contrabando de equipamentos, normalmente vindos através da fronteira com o Paraguai.
Recentemente, a Inviolável firmou parceria com a Tyco, uma das maiores empresas de serviços de monitoramento e de segurança eletrônica dos Estados Unidos, incluindo as Forças Armadas daquele país.

Colaboração: Jorn. Hugo Schmidt








