COVID-19: Aumento de casos em São Carlos é fruto do Pós-feriado e da demora para procurar testagem, diz Prefeitura

Casos crescem na cidade

Segundo levantamento do Departamento de Vigilância em Saúde a faixa etária dos casos positivos da COVID-19 gira em torno de 20 a 49 anos

Um levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, aponta que o aumento de casos positivos da COVID-19 no munícipio está relacionado com o período de pós-feriado e agravado pela demora da população na procura dos testes da doença após os primeiros sintomas. A faixa etária dos casos positivos atualmente gira em torno de 20 a 49 anos.

Atualmente a cidade de São Carlos possui 4.727 casos confirmados da doença com 64 óbitos. A transparência no acompanhamento dos dados está sendo fundamental para a análise da evolução da doença tanto na cidade, como no estado. Para isso o município utiliza um sistema municipal e o e-SUS, que permitem uma análise detalhada dos casos de síndrome gripal e dos casos positivos da COVID-19 tanto no setor público como privado.

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Crislaine Mestre, o aumento de casos positivos observados nos últimos dias está relacionado a dois motivos: o período de pós-feriado, entre 15 e 20 dias após esse período, e também, a demora das pessoas na procura por testes da doença ao sentir os primeiros sintomas. “Muitas pessoas estão procurando saber se estão contaminadas muito tarde, buscando um serviço de saúde somente quando os sintomas estão mais evidentes, enquanto isso elas acabam transmitindo a doença. É importantíssimo ao sentir os primeiros sintomas, procurar uma unidade de saúde para realizar o teste”, disse ela.

Desde o início da pandemia da COVID-19 no Brasil, mais de 30 mil testes já foram realizados no município somente na rede pública de saúde, sendo 8.640 testes rápidos, 4.837 testes por meio do programa “Testar para Cuidar”, além de 16.662 testes do tipo RT-PCR, que detecta o vírus na fase aguda da doença. “Usamos os testes rápidos para avaliação e o PCR para diagnóstico, além do sorológico do tipo ELISA para mapeamento da doença”, explica a diretora.


Para continuar testando todos os usuários do SUS, a Secretaria de de Saúde já solicitou a compra de mais testes do tipo RT-PCR para atender a demanda e manter o protocolo estabelecido, com um investimento de mais R$ 450 mil. No início da pandemia o município adquiriu R$ 2 milhões em exames do tipo PCR. Já os testes rápidos foram repassados pelo Governo do Estado e Ministério da Saúde.

CUIDADOS CONTRA A COVID 19 – Apesar de mais de 8 meses da situação pandêmica da COVID-19 no país e no município, a diretora da Vigilância em Saúde salienta que é de suma importância, apesar das pessoas já estarem cansadas de usar máscaras, do álcool em gel e de respeitar o distanciamento social, entender que a pandemia não acabou, e que devem continuar com esses os cuidados para evitar uma segunda onda da doença.


“Temos que entender que a pandemia não acabou, com as aglomerações o número de casos só vai aumentar. Percebemos isso pela faixa etária dos casos positivos que gira em torno de 20 a 49 anos. São essas pessoas que acabam levando o vírus para dentro de casa e passando para os idosos, que é o público mais frágil da doença”, acrescentou Crislaine Mestre.

SINTOMAS – O município está preparado para testar os casos de coronavírus, para isso é importante que as pessoas fiquem atentas aos primeiros sintomas da síndrome gripal, como coriza, tosse, dor de garganta e falta de ar, e rapidamente procurar uma unidade de saúde para realizar o teste e seguir todo o protocolo contra a doença.


Em São Carlos os testes podem ser realizados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), Unidades de Saúde da Família (USF’s), Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s) e no Centro de Atendimento e Triagem de Síndrome Gripal, instalado no Ginásio Milton Olaio Filho, na avenida Getúlio Vargas, que funciona 24 horas, com 2 médicos por plantão, 2 enfermeiros e 5 técnicos de enfermagem. O Centro de Triagem é uma unidade de atendimento exclusiva para pacientes com síndrome gripal do SUS (Sistema Único de Saúde), porém não referenciada, atendendo a demanda espontânea.