COVID-19: Santa Casa se posiciona sobre falta de anestésicos para intubação de pacientes e uso de Dexametasona em casos graves

Intubação precisa de anestésico

Durante coletiva na tarde desta segunda, 22, no Palácio dos Bandeirantes o Governo do Estado confirmou que há dificuldade no abastecimento de anestésicos usados para a intubação de pacientes, procedimento utilizado em casos graves durante a pandemia de COVID-19, mas que há um trabalho para tentar resolver essa questão e não deixar a rede estadual que no interior é praticamente composta por Santas Casas sofrer com esse problema.

Diante do quadro, a reportagem entrou em contato com a Santa Casa de São Carlos e questionou o hospital se o problema já existe na cidade. Em nota, a Santa Casa afirmou que: “medicamentos fundamentais para intubação, sedação e para alguns tipos de cirurgia de urgência e emergência e cirurgias eletivas estão em falta no mercado. A Santa Casa aguarda um posicionamento do Ministério da Saúde”.

O hospital tem procurado contornar a situação de uma maneira que o atendimento não seja prejudicado.  “Enquanto isso, para minimizar essa falta, a Santa Casa mantém o cancelamento das cirurgias eletivas. E quando necessário, para as cirurgias de emergência, tenta emprestar esses insumos de outros hospitais”, diz.

Uma outra questão que levamos à Santa Casa foi sobre o uso da Dexametasona (DECRADON) em pacientes que se encontram em estado grave devido a COVID-19. Estudo britânico divulgado na semana passada mostrou que parte dos doentes que foram tratados com o corticoide responderam bem ao procedimento e a própria Organização Mundial de Saúde se pronunciou a respeito do caso.

A Santa Casa não confirmou que está usando o medicamento, mas informou: “Com relação à Dexametasona, o uso desse ou de qualquer outro medicamento depende da decisão médica. Os médicos intensivistas e infectologistas da Santa Casa estão constantemente se atualizando e seguindo as recomendações das Sociedades Médicas”.

Vale lembrar que a Sociedade Brasileira Infectologia recomendou o uso do medicamento em casos graves de COVID-19.

agem de Simon Orlob por Pixabay