COVID: Comitê admite dificuldades com o comércio e população no cumprimento da Fase Vermelha

Presidente do comitê reunião

O Comitê Emergencial de Combate ao Coronavírus se reuniu na manhã desta sexta-feira (12/02), no auditório do Paço Municipal, com representantes do comércio, sindicatos, Santa Casa, Hospital Universitário (HU), Ordem dos Advogados (OAB) e da Câmara Municipal para atualizar a situação do município no enfrentamento da COVID-19 e unir forças para um trabalho conjunto de conscientização da população e dos comerciantes no cumprimento do que determina o Plano São Paulo.


Na fase vermelha desde a última segunda-feira (08/02), o coordenador do comitê, Mateus de Aquino, salienta que não só o comércio, mas toda a população, deve rever seus comportamentos e cuidados contra a doença, assim como era no início da pandemia. “Atualmente só o comércio essencial pode funcionar, mas estamos com dificuldade do alinhamento dos comerciantes e principalmente da população com os cuidados e a gravidade da doença. Infelizmente a doença e a fase vermelha do Plano São Paulo já não são vistas como antes”, afirmou Mateus de Aquino.


Assim como toda a região, o município vive o seu pior momento da doença com mais de 117 óbitos e mais de 90% da taxa de ocupação dos leitos de UTI para a COVID-19. Até o momento o município conta com 32 leitos UTI/SUS, sendo 10 no Hospital Universitário (HU) e 22 na Santa Casa (18 leitos na ala adulto e 4 na ala pediátrica). Com a abertura de 12 novos leitos anunciado na última quarta-feira (10/02), a cidade contará com 40 leitos adulto de UTI/SUS: 30 na Santa Casa e 10 no HU, além dos 4 leitos infantis (2 pediátricos e 2 neonatal) também na Santa Casa.


De acordo com o secretário municipal de saúde, Marcos Palermo, mesmo com os novos leitos a serem abertos junto a Santa Casa, a preocupação contra a doença deve ser constante. “No momento estamos com o platô da doença elevado em toda a região central, com taxas de ocupação dos leitos acima de 90%. A doença está mais agressiva, os pacientes ficam em um leito de UTI em média por 40 dias, no início da pandemia esse tempo era de 15 dias. O poder público está se movimentado para abrir novos leitos, mas dependemos muito da conscientização da população, já que a estrutura dos leitos de UTI não compreende só oxigênio e respiradores, mas de equipes médicas especializadas”, alertou o secretário de saúde.


Durante a reunião, também foi solicitado pelos representantes do comércio mais flexibilização para as atividades comerciais, solicitação que será revista pelo comitê em debate interno. “Temos uma determinação judicial que nos coloca em consonância ao Plano São Paulo, sujeito a pena e multas e outras sanções jurídicas. Por meio da Procuradoria Geral do Município já informamos a justiça sobre nossas colocações e vamos trabalhar no que for possível para podemos ter uma regulação administrativa junto as atividades econômicas”, finaliza Aquino.


Também participaram da reunião o presidente da Câmara Municipal, Roselei Françoso e o vereador Elton Carvalho.