COVID: São Carlos faz contato com a USP para investigação de possível nova cepa na cidade

A Prefeitura de São Carlos informou na tarde desta segunda, 22, que está em contato com o Instituto de Medicina Tropical da USP para confirmar a possibilidade de aceitação de amostras aleatórias de pacientes com a COVID-19 para se verificar se outras cepas da doença estão na cidade. Crislaine Mestre, Diretoria da Vigilância em Saúde, explicou o fato à reportagem. “Sobre a USP e o Departamento de Medicina Tropical estamos verificando se eles aceitam alguns exames, casos aleatórios de São Carlos, para o sequenciamento”, explicou.

O sequenciamento é o que permite saber que tipo de cepa está infectando pessoas nas cidades durante este período de pandemia.

Questionada se essas amostras poderiam ser levadas para o Instituo Adolpho Lutz (IAL) para investigação quanto as cepas, Crislaine explicou: “Não encaminhamos pois, o critério para o IAL continua sendo casos suspeitos de reinfecção: duas ou mais detecções de PCR com intervalo 90 dias ou mais entre o primeiro e o segundo episódio, onde é necessário, realizar e notificar o GVE: através da ficha E-sus ou Sivep, laudos laboratoriais dos dois exames e relatório do caso”.

Confirmado

Nesta segunda, 22, prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira, confirmou que a cepa P.1 oriunda de Manaus já está em Ribeirão Preto. Segundo os especialistas, a cepa tem maior poder de contágio e isso levou o município de Araraquara a ver seu sistema de saúde entrar em colapso, por isso o prefeito araraquarense, Edinho Silva, decretou lockdown.

A cepa já foi identificada em Jaú e Araras. A cidade de Rio Claro também está investigando a presença da P.1 em pacientes do município. O curioso neste caso é que São Carlos era a única cidade que ainda não havia anunciado estudos para saber se a cepa rodava por aqui. Apesar de que há um áudio do provedor de Santa Casa, Antonio Valério Morillas Jr, dizendo que a P.1 já faz presente na cidade.

Como o São Carlos em Rede tem enfatizando há semanas, os pacientes acometidos pelo vírus estão ficando quase 40 dias internados, o que antes não passava de quinze, eles também necessitam, em muitos casos, de hemodiálise e infelizmente o número de óbitos aumentou significativamente nos últimos tempos, o que mostra um novo perfil da infecção.