Após suspensão das negociações por parte do Governo do Estado junto ao Sindicato dos Professores (Cpers) afirma que continuará em greve e que o ato é justo. O governo anunciou através de um documento remetido ao sindicato, nesta terça-feira, 14, o fim das negociações enquanto o sindicato continuar com a paralisação. O diálogo com os professores será mantido por meio das Coordenadorias Regionais de Educação (CREs), como já vem ocorrendo.
Ainda de acordo com o documento, a mesa de negociação para abordar os desafios da qualidade do ensino e valorização do magistério com o sindicato será reaberta quando as aulas forem restabelecidas em 100% das escolas. Segundo o secretário da Educação, Ronald Krummenauer, “o compromisso de preservar o diálogo sobre a qualidade da educação está mantido, mas neste momento temos de retomar a normalidade das aulas”, afirma.
“Em pouco mais de dois meses de paralisação, mantivemos sempre um diálogo franco. Expusemos com transparência a real situação financeira do Estado. Recebemos inúmeras vezes o comando de greve, tanto na Secretaria da Educação, quanto no Palácio Piratini”, diz trecho do ofício assinado pelo secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Branco, e pelo secretário Krummenauer.
O documento também cita oito pontos em que o governo avançou nas reivindicações da categoria. “Não podemos mais assistir os nossos alunos serem prejudicados. Negociação pressupõe que cada parte ceda um pouco. O governo pede, mais uma vez, que as aulas sejam retomadas. Feito isso, reabriremos uma mesa de negociação para abordar os desafios da qualidade do ensino e a valorização do magistério, tendo o aluno como foco principal”, afirma Branco.
Em resposta, Cpers Sindicato divulgou uma nota através de suas redes sociais:
“Não podemos mais admitir que Sartori desrespeite nossos direitos, não vamos mais aceitar respostas evasivas. Exigimos o que é nosso: garantia dos salários pagos em dia, garantia do pagamento do 13º e abertura de uma Mesa de Negociação para discutir a recuperação das perdas inflacionárias (que já chegam a 21,85% somente no governo Sartori).”









