“Gatos” de energia: CPFL encontra 15 irregularidades em São Carlos e 269 na região

“Gatos” de energia: CPFL encontra 15 irregularidades em São Carlos e 269 na região
“Gatos” de energia: CPFL encontra 15 irregularidades em São Carlos e 269 na região

A CPFL Paulista identificou 269 irregularidades relacionadas ao consumo de energia elétrica na região de São Carlos durante o primeiro semestre de 2026. Somente no município de São Carlos foram constatados 15 casos. As fiscalizações fazem parte das ações da companhia contra fraudes, furtos de energia e as chamadas ligações clandestinas, popularmente conhecidas como “gatos”.

De janeiro a junho, as irregularidades encontradas na região permitiram à distribuidora recuperar 285,4 mil kWh de energia, quantidade que, segundo a CPFL, seria suficiente para abastecer aproximadamente 113 residências durante um ano.

Em toda a área de concessão da CPFL Paulista, o balanço é ainda maior. Foram identificadas 1.436 irregularidades no primeiro semestre, possibilitando a recuperação de mais de 2 milhões de kWh. O volume corresponde ao consumo anual aproximado de 905 residências.

CPFL: São Carlos teve 15 casos; Araraquara lidera na região

Entre os municípios da região relacionados pela companhia, Araraquara aparece na primeira posição, com 137 ocorrências. O volume de energia relacionado às irregularidades no município equivale ao consumo de aproximadamente 31 residências durante um ano.

Na sequência aparecem Matão, com 32 casos; Ibitinga, com 28; Taquaritinga, com 16; e São Carlos, com 15 irregularidades identificadas entre janeiro e junho.

Os casos são detectados a partir de inspeções realizadas pelas equipes, análises técnicas, denúncias da população e, em determinadas situações, operações desenvolvidas em conjunto com as autoridades policiais.

“Gatos” podem provocar choques e incêndios

As irregularidades encontradas não se limitam às ligações clandestinas. As equipes também identificam adulterações em medidores e intervenções destinadas a impedir ou reduzir o registro correto da energia consumida.

Além do prejuízo provocado pelo desvio de energia, a manipulação irregular das instalações representa um problema de segurança.

“A identificação dessas irregularidades vai muito além da recuperação da energia desviada. Estamos falando de situações que podem comprometer a segurança das instalações, afetar a qualidade do fornecimento, colocar em risco quem realiza a intervenção e também as pessoas ao redor”, afirmou Victor Rios, gerente de Recuperação de Energia e Receita da CPFL Energia.

Intervenções feitas sem critérios técnicos podem provocar sobrecarga da rede elétrica, oscilações no fornecimento, curtos-circuitos, choques e incêndios, além de colocar em risco os profissionais responsáveis por trabalhar posteriormente nessas instalações.

Furto e fraude de energia podem afetar custos

Outro reflexo das ligações clandestinas está relacionado às perdas do sistema elétrico.

Segundo a companhia, parte das chamadas perdas não técnicas — categoria que inclui fraudes e furtos — é considerada nos processos de revisão tarifária realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

“Combater essas práticas também é uma forma de contribuir para um sistema mais eficiente e justo para todos”, explicou Rios.

A CPFL ressalta ainda que o furto de energia elétrica é crime. A companhia destaca que a legislação de 2026 tornou mais rigorosas as consequências previstas para determinados casos de furto de energia, além das responsabilidades que podem surgir em razão de acidentes provocados pelas intervenções clandestinas.

População pode denunciar suspeitas de fraude

As denúncias feitas pela própria população também ajudam a direcionar as fiscalizações para imóveis ou regiões onde existam indícios de irregularidades.

Segundo a CPFL, as denúncias podem ser realizadas anonimamente pelo aplicativo CPFL Energia ou pela página específica disponibilizada pela companhia.

Canal de denúncias de fraude da CPFL

A distribuidora também utiliza sistemas de medição e monitoramento para identificar possíveis anormalidades no consumo.

Entre as tecnologias empregadas estão caixas de proteção para unidades reincidentes, medidores instalados em locais protegidos e, em determinados segmentos, equipamentos blindados que possibilitam leitura externa e acompanhamento remoto.

“É um trabalho que combina tecnologia, inteligência e fiscalização para reduzir irregularidades e preservar a qualidade do serviço”, concluiu Victor Rios.

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