Crediacisc injeta R$ 1 milhão em São Carlos para consignados de até R$ 25 mil

Henrique Amâncio alerta para importância de fechar os contratos presencialmente

Despesas com IPTU, IPVA e material escolar aumentam a procura por empréstimos no início do ano. As cooperativas de crédito se destacam com taxas e prazos menores do que os praticados pelo mercado, especialmente na modalidade de crédito consignado para cooperados e não cooperados.

A Sicoob Crediacisc disponibilizou R$ 1 milhão para empréstimo consignado em novos contratos que podem variar entre R$ 5 e R$ 25 mil.  Em 2018, foram disponibilizados R$ 600 mil. Além disso, o tomador do empréstimo tem a segurança de negociar com uma cooperativa conceituada, formada por empresários oriundos da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (Acisc).

“Beneficiários do INSS, servidores públicos do Estado e da União e empregados de empresas privadas, mesmo não cooperados, têm condições especiais”, explica Henrique Amâncio, especialista em consignado da Crediacisc. Segundo ele, a procura foi alta em janeiro, mas caiu em fevereiro devido a denúncias de fraudes veiculadas em reportagens de televisão envolvendo financeiras que atuam, principalmente, em capitais.

Para Amâncio, a melhor maneira de evitar problemas é não fechar contratos por telefone. “Orientamos às pessoas a procurarem a instituição de confiança e fechar o contrato pessoalmente”, salienta o especialista. “A Crediacisc não é banco ou financeira, é uma cooperativa formada por mais de 1,2 mil empresários de São Carlos”, frisa.

Educação Financeira – A opção para quem está endividado é buscar créditos mais baratos, orienta o especialista da Crediacisc. Quem deve R$ 20 mil no cheque especial economiza mais de R$ 40 mil em cinco anos. “Ele paga pelo menos R$ 1.300,00 de juros por mês e não quita a dívida, se optar pelo consignado, em 59 vezes, pagará R$ 522,00 e eliminará o problema”, detalha. “Nas compras a prazo ocorre o mesmo, em muitos casos compensa fazer o consignado e pagar à vista na loja”, observa.

De acordo com o secretário executivo da Crediacisc, Marcos Alberto Martinelli, que há 15 anos atua no cooperativismo, os juros são menores nas cooperativas de crédito porque, diferente das demais instituições, não existe o foco no lucro. “Além disso, os recursos ficam na própria comunidade, gerando um efeito multiplicador para a economia local”, observa.