De qual pessoa falecida você mais sente falta?

A vida, em sua pressa, nos ensina a conviver com presenças que parecem eternas. Mas um dia, quase sem aviso, o relógio se torna implacável e a ausência se instala. De repente, os gestos simples, o tom de voz familiar e até os silêncios passam a ser lembranças. É como se tudo ganhasse outro peso: um café preparado, uma palavra dita, um olhar de cuidado.

Eu sinto falta da minha mãe. Ela se foi em 12 de outubro de 2024, e desde então a casa nunca mais teve o mesmo som. As paredes ainda guardam ecos de sua voz, e o coração insiste em buscá-la nos lugares mais cotidianos. A falta não é apenas dela enquanto presença física, mas de tudo o que ela representava: colo, segurança, aconchego.

Dizem que o tempo ameniza. Talvez. Mas a saudade, essa, não se dissolve. Ela se transforma em memória viva, em ensinamentos que não se perdem, em gestos que repetimos sem perceber. E, de certa forma, é assim que continuamos caminhando: com um pedaço dela em cada passo.

A pergunta “de qual pessoa falecida você mais sente falta?” não precisa de esforço para ser respondida. A resposta vem antes mesmo do pensamento: sinto falta da minha mãe. Porque o amor que une mãe e filho não conhece despedida definitiva — ele apenas muda de lugar, da presença para a lembrança, do toque para o coração.