Dengue em São Carlos cai 98% em 2026; cidade não registra mortes

São Carlos registra mais de 19 mil casos positivos de Dengue em 2025; cidade contabiliza 22 mortes pela doença
Dengue na pauta

São Carlos apresenta uma redução expressiva nos registros de dengue em 2026. De acordo com os dados mais recentes da vigilância epidemiológica, o município contabiliza 446 casos confirmados da doença neste ano, sem registro de mortes. O número representa uma queda de aproximadamente 98% em relação aos 19.956 casos positivos registrados em 2025.

A diminuição também aparece no total de notificações, que reúne casos confirmados, descartados e aqueles que ainda aguardam resultados de exames. Enquanto em 2025 foram contabilizadas 27.980 notificações, em 2026 o número chegou a 3.810, uma redução de aproximadamente 86%.

Os indicadores mostram um cenário de menor circulação registrada da doença em São Carlos, embora as autoridades de saúde reforcem a importância da prevenção e do combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.

Casos de dengue em São Carlos caem de quase 20 mil para 446

A comparação entre os dois anos evidencia a diferença no número de diagnósticos positivos.

Em números absolutos, são 19.510 confirmações a menos na comparação com o total registrado em 2025.

Outro dado importante é a ausência de óbitos por dengue em São Carlos em 2026, conforme o levantamento divulgado até o momento.

Apesar da melhora nos indicadores, a dengue continua exigindo atenção, principalmente nos períodos de chuva e temperaturas elevadas, que favorecem a reprodução do mosquito transmissor.

Notificações de dengue também apresentam redução de 86%

Além dos casos confirmados, São Carlos registra uma diminuição significativa no volume de notificações da doença.

Dengue: *2026: dados parciais, até o levantamento informado. A redução calculada é de 86,4%.
Dengue: *2026: dados parciais, até o levantamento informado. A redução calculada é de 86,4%.

O total de notificações considera todos os registros de suspeita da doença, incluindo exames positivos, resultados negativos e casos ainda em investigação.

A redução pode indicar menor ocorrência de casos suspeitos, mas a comparação exige cautela porque os números de 2026 ainda são parciais, enquanto os de 2025 correspondem ao acumulado daquele ano.

Chikungunya, zika e febre amarela não têm casos confirmados em 2026

O levantamento epidemiológico também apresenta informações sobre outras doenças monitoradas pela rede municipal de saúde.

Até o momento, São Carlos não registra confirmações de chikungunya, zika ou febre amarela neste ano.

DoençaConfirmadosDescartados
Dengue446—
Chikungunya0233
Zika0216
Febre amarela03

Os dados apontam que 233 casos suspeitos de chikungunya foram descartados, assim como 216 suspeitas de zika e três de febre amarela.

A ausência de confirmações dessas doenças é um indicador positivo para o município, mas não elimina a necessidade de vigilância epidemiológica e prevenção.

Combate ao mosquito da dengue continua sendo fundamental

Mesmo diante da queda expressiva dos casos de dengue em São Carlos, os cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti devem continuar.

Entre as principais recomendações estão eliminar recipientes que possam acumular água, manter caixas-d’água devidamente fechadas, limpar calhas e verificar vasos de plantas, pneus e outros objetos que possam se transformar em criadouros.

A população também deve ficar atenta aos sintomas da dengue, que podem incluir febre alta, dores musculares, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, náuseas e manchas vermelhas pelo corpo.

Em caso de suspeita, a orientação é procurar atendimento médico e evitar a automedicação, especialmente com anti-inflamatórios e medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico, devido ao risco de sangramento.

Sinais como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos e tontura ou desmaio exigem atendimento imediato.

São Carlos mantém cenário de redução da dengue em 2026

Os dados epidemiológicos mostram que São Carlos apresenta, até o momento, uma situação consideravelmente mais favorável em relação aos registros acumulados de 2025.

A redução de aproximadamente 98% nos casos confirmados, acompanhada da queda de 86% nas notificações, representa uma mudança importante nos indicadores municipais.

Entretanto, como o ano de 2026 ainda não terminou, os números poderão sofrer alterações nas próximas atualizações.

A prevenção permanece essencial para evitar novos focos do mosquito e reduzir o risco de transmissão da doença na cidade.

Leia mais: SAAE informa que falta de energia compromete abastecimento de água em Santa Eudóxia