Diretor da Suzantur afirma que situação do transporte em São Carlos está cada dia pior

Empresário dirige a Suzantur

O diretor da Suzantur, Claudinei Brogliato, conversou com a imprensa no final da tarde desta terça, 6, depois da reunião entre ele, a Prefeitura, Ministério Público e Justiça ocorrida na Vara da Fazenda Pública e reconheceu que a situação do transporte em São Carlos piora a cada dia.

Ele falou com a imprensa e explicou que é preciso acabar com o caos que foi instalado e que tem prejudicado a população de São Carlos, assim como restabelecer a sua propriedade, no caso a sua empresa. “E ela está sendo mal conduzida”, disse.

Quando perguntado sobre os R$ 2 milhões que a Câmara aprovou como repasse para a Suzantur, no momento sob intervenção da Prefeitura, Brogliato afirmou que para a empresa não foi dado dinheiro público. “Não, na minha propriedade, não! O serviço não é meu, é público, se eles colocaram dinheiro, foi por ingerência da Prefeitura, o dinheiro não foi parar na minha conta, eles quiseram intervir, não tinham a experiência e colocaram não sei quanto de recurso”, disse.

Brogliato recordou que o contrato da Suzantur com a Prefeitura terminou em janeiro de 2017. “Isso ficou nesse imbróglio durante um ano, vai para lá e vem para cá e não andava, a empresa do mesmo jeito que chegou em agosto de 2016 ela ficou, com os mesmos veículos, o acordo que está se fazendo é para retomar com novos veículos e aguardar essa bendita licitação que nem amanhã irá ocorrer”, alertou.

Segundo o apurado, a Suzantur, se o acordo sair, irá cumprir as determinações do Ministério Público e promete colocar nas ruas 104 veículos em operação. “Quanto a isso não tem nenhum problema, ela já operava normalmente, escutamos falar que tem vinte ou trinta veículos parados, desconheço o que está acontecendo e acompanho pela imprensa, não entro na garagem desde o dia 23”, admitiu.

Claudinei Brogliato foi claro: quer o acordo para retomar a sua empresa. “Porque é a nossa imagem que está em jogo, pela incompetência deles, se eles estão com 55 ônibus, não temos culpa, mas usam o nosso nome!”

Recordando a data da intervenção, Claudinei Brogliato explicou que no dia 23 chegaram duas pessoas na garagem e falaram: “Sai daí e eu vou entrar aqui e vou ficar, eles não estavam preparados para isso”.

Brogliato foi perguntado se o serviço de transporte funcionava bem antes da intervenção, fato que é muito criticado pelos usuários mesmo a empresa sendo administrada pela sua diretoria original e em sua opinião não se tinha problemas em São Carlos. “Funcionava, funcionava bem, não tinha problemas!”

A imprensa questionou Brogliato sobre as diversas reportagens com atraso e reclamações e em sua opinião essa é uma situação que ocorrerá com frequência. “A reclamação sempre irão existir no transporte público, quanto à questão de atraso, são coisas pontuais, mas as linhas aqui são longas, algumas com uma hora de duração e no meio do caminho elas podem atrasar”, disse. “Quem determina os horários é a Prefeitura, a empresa cumpre o que é estabelecido na ordem de serviço, a Prefeitura pode rever horários, pedir mais carros naquela linha”, emenda.

Na visão do empresário, a Suzantur ficou marcada de maneira negativa em São Carlos. “Mas aqui ficou isso, o problema é da Suzantur e não do município, ficou isso! Então fica aí fazendo, fazendo, até a hora que se vai ajeitar isso, mas não ajeita nunca e pelo jeito não vai, não se como se irá proceder”, afirmou com preocupação.

A discussão no momento se dá em torno de se saber como o serviço será retomado pela Suzantur, pois não existe um contrato entre as partes. “Discutimos a forma de restabelecer isso, agora como fazer isso juridicamente ainda não foi acertado e quem pagará por isso é a população  e não a empresa, é preciso buscar uma forma jurídica, sobre retomar a empresa ainda temos uma forma, mas não fizemos nada, a forma de operação do serviço não sei como eles irão fazer e está cada vez piorando, estamos com 43 dias de intervenção, será que aguenta 180? Não sei….”, finalizou.