Dona Biga, a mulher que foi trabalhar com Nossa Senhora Aparecida

A saudade já chegou, viu Dona Biga?

É particularmente difícil escrever essas linhas sem se emocionar. Mas é preciso dizer que Dona Biga concluiu sua jornada neste mundo no dia de ontem, 7.  Fui avisado por sua filha Fernanda e como escreveu Paulo Coelho: “sentei e chorei!”

Não é possível, Dona Biga! A senhora se foi e deixou este mundo mais pobre, menos alegre, menos sábio, menos amoroso, logo agora que precisamos tanto de gente que emana bondade, perseverança, carinho e afeto. Como a senhora fez isso conosco, Dona Biga?

Eu acho que sei porque a senhora quis ir para junto de Deus e de Nossa Senhora Aparecida, nossa mãe negra, poderosa e cheia do Espírito Santo, é porque Maria Santíssima estava precisando de alguém para ajudá-la na difícil tarefa de cuidar deste mundo. Nesta noite eu tive esse sonho: a Dona Biga chegando no céu e sendo recebida pela Padroeira do Brasil. Quando Dona Biga chegou naquele lugar bonito estava tocando um samba partido-alto e logo veio Nossa Senhora lhe dar um abraço carinhoso e lhe disse: “Ah, Dona Biga! A senhora chegou, que bom! Veio me ajudar, será minha colaboradora direta para espalhar amor em todo mundo!”

É isso! Dona Biga não nos deixou, mas sim foi fazer uma grande viagem, dar a volta ao mundo e mostrar para essa sociedade hipócrita que amar “não é brinquedo”, amar é coisa séria, e ela amou os seus enquanto esteve nesta terra com todas as forças possíveis, porque quem ama de verdade não se esforça, apenas passa adiante o que está em seu coração.

Dona Biga foi uma mãe que amou e que foi amada por toda uma família, uma comunidade, pelas pessoas que lhe queriam bem e acredito que eram todas as pessoas do mundo, afinal de contas, não tem um ser humano nesta terra que não gostasse dela.

O problema da partida da Dona Biga, para nós que aqui ficamos, é aquela palavrinha que só tem na língua portuguesa ficará batendo para sempre: a saudade! Isso mesmo! Teremos e muita, da Dona Biga. Nossos dias não serão os mesmos e muito menos o que eu escrever terá o mesmo sentido, afinal de contas ela gostava de ler coisas que eu fazia.

Eu, que sou um homem de palavras, tento caçar algumas por aqui para poder expressar o que sinto com a partida da Dona Biga, porque meu coração está muito triste.

Acho que posso dizer, com a licença da família, que também perdi alguém que embora distante de mim, era como se fosse minha mãe.

Não vou falar tchau, Dona Biga, apenas direi até breve! Quando eu chegar aí onde a senhora está, por favor, fale bem de mim para Nossa Senhora e se possível, prepare aquele feijão, porque vou querer provar.

Te amo!

Renato Chimirri