
Uma pesquisa de Iniciação Científica do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da UFSCar está recrutando voluntários com dor no ombro para participação em estudo que envolve a aplicação de um material educativo baseado na Educação em Neurociência da Dor. O objetivo é traduzir, adaptar e avaliar esse material para o manejo de pessoas com dor crônica no ombro relacionada ao manguito rotador (grupo de músculos e tendões que envolve a articulação do ombro).
O estudo é conduzido pela graduanda em Fisioterapia Isadora Bianca Longhi Lago, sob orientação de Paula Rezende Camargo, docente do DFisio, e coorientação do doutorando Airlon Nery Ferreira. “A proposta é oferecer uma abordagem educativa em dor fundamentada no modelo biopsicossocial, que considera não apenas aspectos físicos, mas também fatores emocionais, cognitivos e sociais envolvidos na experiência da dor”, explica a pesquisadora.
A dor no ombro está entre as queixas musculoesqueléticas mais comuns na população adulta e pode impactar significativamente as atividades diárias, o sono, o trabalho e o lazer. “Além disso, parte dos pacientes não apresenta melhora satisfatória a longo prazo com abordagens exclusivamente focadas na lesão tecidual. Nesse contexto, intervenções educativas associadas ao tratamento conservador têm sido apontadas como estratégias promissoras no manejo da dor crônica”, complementa Lago.
Dor no ombro: quem pode participar?
Para desenvolver o projeto, os pesquisadores convidam homens e mulheres, entre 18 e 65 anos, que apresentem dor no ombro há pelo menos três meses e que tenham disponibilidade para comparecer à cidade de São Carlos em cinco datas previamente agendadas. Após a triagem inicial, os voluntários participarão de cinco sessões presenciais, nas quais serão apresentados conteúdos sobre o entendimento da dor crônica, fatores que influenciam a persistência da dor e estratégias de enfrentamento ativo, além da troca de experiências. Ao final, os participantes receberão um material impresso para reforçar os conteúdos discutidos.
Não poderão participar da pesquisa pessoas que estejam realizando tratamento fisioterapêutico ou que tenham realizado fisioterapia nos últimos seis meses, que apresentem doenças reumatológicas inflamatórias (como lúpus, artrite reumatoide ou fibromialgia), sinais de capsulite adesiva, dor de origem não musculoesquelética, histórico recente de fratura ou trauma no ombro/membro superior, ou dor proveniente da região cervical com irradiação para o ombro.
Pessoas interessadas em participar do estudo podem entrar em contato com a pesquisadora pelo telefone/WhatsApp (19) 99197-7542. O projeto tem financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e foi aprovado pelo Comitê de Ética da UFSCar (CAAE: 87837325.8.0000.5504).
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