
A Polícia Civil prendeu, na sexta-feira (7), dois homens suspeitos de matar e esquartejar um homem em Quintana (SP), em um crime de extrema crueldade que chocou a região. De acordo com as investigações, partes do corpo da vítima foram transportadas em um carrinho de bebê e descartadas aos poucos em um matagal próximo à linha férrea da cidade.
O homicídio ocorreu entre os dias 29 e 30 de outubro de 2025, mas só veio à tona em 4 de novembro, quando moradores encontraram restos mortais em meio à vegetação e acionaram as autoridades.
As prisões foram realizadas após três dias de intensas diligências conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), pela Delegacia de Polícia de Quintana e pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) de Tupã.
Segundo a delegada Milena Davoli de Melo, responsável pelo caso, câmeras de segurança ajudaram na elucidação do crime. As imagens mostraram a vítima caminhando com sua bicicleta ao lado de dois homens — o que levou à identificação e localização dos suspeitos.
Um dos envolvidos foi encontrado na própria residência onde o homicídio teria acontecido, em Quintana. O outro foi capturado em uma propriedade rural na cidade de Borá, onde estava escondido. A companheira de um dos acusados também foi detida, suspeita de auxiliar no esquartejamento e na ocultação do corpo.
De acordo com o inquérito, a vítima foi levada até a casa de um dos autores após consumir bebidas alcoólicas. No local, foi golpeada na cabeça com um pedaço de madeira e, em seguida, ferida com uma faca no pescoço. Já sem vida, o corpo foi esquartejado e colocado em sacos plásticos e lençóis.
O casal teria então utilizado o carrinho do bebê — usado pelo filho de sete meses — para transportar as partes do corpo até o matagal, localizado a poucos metros da residência.
Durante a perícia, o Instituto de Criminalística confirmou a existência de grandes manchas de sangue e outros vestígios biológicos na casa, identificados com o uso de luminol.
O caso segue em investigação para apurar a motivação do crime e se há outras pessoas envolvidas na ação.
Com informações do G1










