Ao menos 305 pessoas morreram nesta sexta-feira (24) em uma mesquita no norte do Sinai no Egito, atacada por homens armados no momento da grande oração semanal. Já é o massacre mais mortal da história recente do país. O balanço de vítimas foi atualizado neste sábado pelo procurador-geral em um comunicado transmitido pela televisão estatal, que indicou a morte de 27 crianças.
O ataque ainda não foi reivindicado, mesmo que tudo aponte para uma operação do Estado Islâmico (EI). O incidente ocorreu durante a oração de sexta-feira na mesquita Al-Rawda de Bir al-Abd, 40 quilômetros a oeste de Al-Arich, capital da província do Sinai do Norte.
Em discurso na televisão, o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sissi prometeu responder esse ataque com uma “força brutal” e garantiu que “as Forças Armadas e a Polícia vão vingar nossos mártires e trarão segurança e estabilidade muito em breve”. Poucas horas depois o exército realizou ataques aéreos na área do atentado, onde as forças de segurança lutam contra a facção egípcia do Estado Islâmico.
A mesquita atacada é frequentada principalmente por sufis, adeptos de uma corrente mística do Islã considerada como herética pelo grupo extremista.
A presidência decretou três dias de luto nacional. Os funerais de alguns dos falecidos devem acontecer ainda neste sábado. O presidente Sissi pediu às Forças Armadas para construir um memorial para as vítimas, segundo a imprensa estatal.
Testemunhas indicaram que os agressores cercaram a mesquita a bordo de veículos 4×4 e colocaram uma bomba na parte externa do prédio. Depois da explosão, os homens armados invadiram o local, atirando contra os fiéis em pânico que tentavam fugir e atearam fogo aos veículos, a fim de bloquear o acesso à mesquita.
Os homens “entraram na mesquita, eles eram entre 10 e 20 e mataram mais pessoas do que feriram”, declarou Magdy Rizk, ferida no ataque. “Eles usavam máscaras e uniformes militares”, disse Rizk, acrescentando que as famílias que vivem nesta região majoritariamente sufi já haviam sido ameaçadas por grupos extremistas.
O grande imã de Al-Azhar, a principal instituição do islamismo sunita, o xeque Ahmed el-Tayeb – ele mesmo de obediência sufi – condenou nos “termos mais fortes o ataque terrorista bárbaro”, enquanto o papa Francisco disse estar “profundamente triste com a perda de vidas”.
A passagem fronteiriça entre o Egito e a Faixa de Gaza seria reaberta neste sábado pela primeira vez desde agosto, mas permanecerá fechada, segundo uma autoridade palestina.
Desde 2013 e da destituição por parte das Forças Armadas do presidente islamita Mohamed Mursi, grupos radicais, incluindo a facção egípcia do EI, atacam regularmente as forças de segurança egípcias no Sinai do Norte.
Até então, o mais letal ataque no país remontava a outubro de 2015, quando um atentado a bomba reivindicado pela facção egípcia do EI custou a vida de 224 pessoas que estavam em um avião russo após sua decolagem de Sharm al-Sheikh.
Fonte: AFP





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