Trabalhadores da Electrolux param produção em protesto contra demissão de companheiros

Electrolux teve paralisação
Electrolux teve paralisação

Os metalúrgicos da base Tecumseh, Volkswagen, representantes do CSA (Comitê Sindical dos Aposentados), da FEM-CUT/SP, dos metalúrgicos do ABC, Sorocaba e Matão participaram da manifestação e fortaleceram o protesto na Electrolux. 

*Com informações da Imprensa Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos

Uma paralisação de 30 minutos foi realizada na manhã desta segunda-feira, 29, na Electrolux, em São Carlos, como forma de protesto à demissão classificada como arbitrária de 12 trabalhadores. O presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM-CUT/SP), Erick Silva, e o secretário-geral da entidade, Max Pinho, participaram da manifestação.

De acordo com a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Ibaté, filiado à FEM-CUT/SP, a empresa realizou as demissões sem diálogo com a entidade, que busca meios para reintegrar os trabalhadores.

“Temos a informação que, durante o ano, vários trabalhadores realizam horas extras no final de semana e tiram folga durante a semana. E aqueles que não fazem tais horas, acabam sendo sufocados e causa estafa. Considero isso um desrespeito aos trabalhadores, e por isso o Sindicato organizou este protesto em forma de alerta” explica Vanderlei Strano, presidente da entidade.

O dirigente sindical afirma ainda que é de extrema importante a união dos metalúrgicos para garantir os avanços. “Com a paralisação, os trabalhadores na Electrolux mostraram que estão unidos. A direção do Sindicato pode realizar assembleias de protestos nos próximos turnos caso a empresa não chame para negociar. Por isso, a disposição de luta é importante”.

Na quinta-feira passada, 26, o Sindicato protocolou um documento junto a empresa pedindo a reintegração dos trabalhadores, dentre outros direitos. “Aguardaremos a empresa entrar em contato conosco, queremos resolver tudo da melhor forma possível. Caso não haja acordo, convocaremos os trabalhadores para assembleia, publicaremos edital e iremos votar aviso de greve”, finaliza Strano.

Para a vice-presidenta do Sindicato e diretora da Mulher da FEM-CUT/SP, Ceres Lucena, o mais importante neste momento é mantermos o foco na luta.

“Nós, do Sindicato, não podemos assistir o processo de demissão sem nenhum processo de reação. Assim sendo, estamos aqui com esse protesto e acatando a vontade das trabalhadoras e dos trabalhadores, pois defendemos que existem alternativas para preservar os empregos. Por isso, é importante essa demonstração dos trabalhadores de muita união para fazer a luta da melhor forma, com organização e mobilização”, ressaltou Ceres.

Os metalúrgicos da base Tecumseh, Volkswagen, representantes do CSA (Comitê Sindical dos Aposentados), da FEM-CUT/SP, dos metalúrgicos do ABC, Sorocaba e Matão participaram da manifestação e fortaleceram o protesto na Electrolux. 

Electrolux teve paralisação
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